Quinta-feira, 31 de Março de 2011

Calendario eleitoral

Os partidos podem entregar as listas para as eleições legislativas antecipadas de 05 de Junho até dia 25 de Abril e a campanha eleitoral irá decorrer entre 22 de Maio e 03 de Junho.

publicado por rgomes às 22:50
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5 de Junho

A data das eleições.

Cavaco Silva fez o anúncio, após Conselho de Estado.

Da intervenção de Cavaco Silva três notas:

- na narrativa dos políticos havia a citação de duas crises: politica e económica/financeira. Cavaco juntou a crise social.

- O PR solidário com o Governo sobre a eventual necessidade de se pedir ajuda externa. A frase foi proferida depois do ministro da Presidência ter afirmado que "Governo de gestão não pode avançar com pedido de ajuda externa" - Público 

- "as eleições devem permitir alcançar um compromisso estratégico de médio prazo e que resulte num alargado consenso político e social”. Dificilmente Cavaco Silva dará posse a um governo minoritário (o que poderá excluir à partida um executivo liderado por José Sócrates já que os partidos da oposição dizem que se recusam a coligar com o actual lider do PS).

 

publicado por rgomes às 22:30
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Quarta-feira, 30 de Março de 2011

Os blocos do BE

A aglomeração de tendencias, movimentos e partidos gerou o Bloco de Esquerda. Um partido com grande afirmação e em crescimento.

Como qualquer "moda", começou na classe média urbana e espalhou-se para as zonas do interior.

A trajectória tem sido sempre ascendente.

As últimas semanas podem colocar em causa este percurso. A moção de censura foi o inicio.

Junta-se agora a possível dissidência da FER (Primeira dissidência no Bloco de Esquerda com a saída da Ruptura/FER) como é relatado no Público.

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publicado por rgomes às 21:31
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Confia num desconhecido?

Já se torna perceptível que um dos eixos de ataque do PS ao líder do PSD é a sua inexperiência.

Com base na percepção de que o eleitorado ainda não tem uma ideia muito definida de PP Coelho, o PS está a explorar esta situação e tenta marcar uma imagem negativa do líder do PSD. Inexperiente (sem experiência governativa), falta de preparação, imaturo e irresponsável (ao ter chumbado o PEC).

Veja-se o lead da notícia do Público: O PSD “não pensou” quando abriu esta crise política e não está preparado para governar Portugal num momento crítico tão exigente, acusou Fernando Medina.

A falta de articulação do disurso do PSD na semana anterior e a ausência de um programa eleitoral ajudou a criar esta imagem.

Um filão que o PS vai explorar e que não vai ser fácil ao PSD de contrariar. De certa forma, a resposta vai noutro sentido: "Sócrates já o conhecemos e não o queremos mais, nem falar com ele. Nem agora, em depois das eleições. Ele é a causa do problema".

Ou seja, o que prefere: D. Quixote ou o Exterminador?

publicado por rgomes às 21:20
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P.P. Coelho: "A campanha vai ser extremamente dura"

Duas notas do discurso de P P Coelho no Comnselho Nacional que antecipam a campanha eleitoral e algum do discurso que vai fazer:

- O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, considerou que a próxima campanha eleitoral "vai ser extremamente dura", disse à Lusa fonte social democrata.

- Passos Coelho defendeu que o Governo do PS está sem uma mensagem de confiança e que se vai apresentar às próximas eleições tendo como programa o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) chumbado pelo Parlamento.

 

publicado por rgomes às 13:02
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Manuel Maria Carrilho faz antevisão da campanha

O antigo ministro da Cultura diz que o "PS vai apostar tudo na vitimização". Já o PSD vai jogar na linha da responsabilidade e apostar numa equipa de Governo forte.

"Eu penso que o PS vai apostar tudo na vitimização. Até aqui, os mercados eram os culpados de tudo e nós só precisávamos de confiança, agora é o PSD que é culpado de tudo e já não há nada a fazer. É um modo de fazer política que me faz alguma confusão", disse o ex-ministro de António Guterres à TVI24.

Já o PSD deve jogar em dois eixos: Apresentar um projecto, onde o PS falhou, e apostar numa equipa forte. fonte:DE

publicado por rgomes às 12:58
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Terça-feira, 29 de Março de 2011

Crise política na TV

A entrevista que José Sócrates concedeu à SIC no dia 15 encerra a tabela dos cinco mais vistos na semana, com 13.7% de audiência média e 30.6% de share de audiência. Marktest - audiencia tv na semana 14 e 20 de Março.

publicado por rgomes às 22:18
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Onde está o spin doctor de PP Coelho?

Sócrates culpou o PSD de ter piorado a situação do país ao chumbar o PEC.
A declaração foi feita às 19h (não é habitual, o líder do PS e PM aposta nos directos para os telejornais).

Pedro Passos Coelho tinha a resposta marcada para as 20h. Uma oportunidade para entrar em directo nas casas dos portugueses, sem qualquer intermediação.

O líder do PSD começou a declaração pouco antes da SIC ir para intervalo.

Primeira mensagem de Pedro Passos Coelho: "O PSD vai, a partir desta noite, iniciar todo o seu processo de construção de uma alternativa política em Portugal. A Comissão Política decidiu submeter ao Conselho Nacional uma proposta que visa a elaboração do programa eleitoral e que tem como missão abrir, na oportunidade da crise que está criada em Portugal, uma janela de esperança e de confiança ao país".
As televisões fecharam os directos e ficámos a saber que o PSD ia iniciar a produção de um programa eleitoral!

Após o intervalo a SIC vai à sede do PSD. Nesta parte, pergunta/resposta, o líder do PSD estava mais incisivo. No entanto ao tentar responsabilizar o actual governo pela crise, Pedro Passos Coelho disse que Sócrates está no Governo há seis anos, e em funções governativas há 16 e "eu nunca estive no governo". Não há melhor forma de declarar a sua inexperiência governativa. Metade da frase chegava para os seus intentos.

publicado por rgomes às 21:51
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Segunda-feira, 28 de Março de 2011

Primeiro cartaz

O CDS anunciou que não vai utilizar outdoors. Quase em simultaneo, a JSD produziu o primeiro cartez deste ciclo eleitoral

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publicado por rgomes às 22:05
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Paulo Portas diz que partido “não vai gastar um cêntimo em ‘outdoors’” na próxima campanha

O líder do CDS-PP garantiu que o partido “não vai gastar um cêntimo” em “outdoors” na campanha para as próximas legislativas, alegando “não fazer sentido” gastar milhões de euros em cartazes “quando se pedem sacrifícios às pessoas”. Publico

publicado por rgomes às 21:58
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Sondagens

As primeiras sondagens:


TVI/Intercampus 27 Março
PSD  42,2%
PS    32,8%
CDS   8,7%
BE     7,9%.

CDU   7,1%

Marktest/TSF/DE 25 Março
PSD   46,7 %
PS     24,5 %
BE      8.9%
PCP    6, 7%
CDS   6,3%

 

O estranho não é a disparidade de resultados. O bizarro é como alguns meios de comunicação social insistem em pagar estudos a empresas que já deram provas de que não acertam uma.

publicado por rgomes às 21:44
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PSD: uma semana para esquecer

A primeira semana da pré-campanha do PSD foi para esquecer.

Um mau arranque, propostas avulsas e desarticuladas, várias pessoas a falar e cada uma com opinião diferente....

Tudo menos um partido que se quer afirmar como alternativa.

A semana encerrou com menos ruído e a saborear algumas sondagens. No entanto, revelaram uma grande dose de amadorismo.

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publicado por rgomes às 21:31
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Quarta-feira, 23 de Março de 2011

O guião

O debate no Parlamento foi já a pensar na campanha.

O que se passou revela que vamos ter uma campanha tensa e com muitas encenações.

A postura dos partidos:

- CDS: vai tentar colar o PSD ao PS, e Portas procura afirmar-se com uma  estadista

- PSD: focado no desgaste do PS e do Governo: esgotamento, falata de credibilidade e fracasso na gestão da crise. Os outros partidos não fazem parte da mensagem (poderá precisar do CDS)

- PS: dramatização, focado no PSD como autor da crise e vai retomar a defesa do Estado Social

- PCP: colagem do PS ao PSD, afirmação de uma outra política em Portugal e na Europa

- BE: colagem do PS ao PSD, populismo no ataque às grandes empresas, ao capital. negação das políticas decrrentes da União Monetária e Financeira.

publicado por rgomes às 20:18
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Terça-feira, 22 de Março de 2011

A crise anunciada

Numa semana marcada pela tragédia Japonesa e pela situação Líbia, a perspectiva de uma crise política abala a política portuguesa.
A apresentação do PEC IV em Bruxelas terá sido o catalisador de uma situação que poderá levar a eleições antecipadas antes do Verão. O serviço Telenews registou 268 notícias e 11 horas de emissão sobre o tema. O destaque vai para a cobertura da RTP1, com quase 4 horas e meia de emissão e 99 notícias.
In Marktest, "Notícias semanais em destaque nas TVs"

publicado por rgomes às 21:35
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Outdoors

Em tempos de crise os sinais de austeridade são relevantes na comunicação política.

Nas presidenciais  de Janeiro Cavaco Silva anunciou no discurso de candidatura que se recusava a utilizar outdoors.

Agora, os partidos vão ter o mesmo critério?

publicado por rgomes às 16:06
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Centro

À direita, o CDS cola o PSD ao PS.

À esquerda PCP e BE, colam o PS ao PSD.

No centro, PS e PSD vão ter difucldades em se diferenciarem.
São partidos de eleitores, ideologicamente sobrepostos, com passado comum na defesa dos grandes passos políticos e assinaram conjuntamente os últimos PECs.
A diferenciação vai ser feita no perfil das lideranças, em questões pessoais:

Experiente/Inexperiente

Arrogante/Simpatico

Autoritário/Dialogante

Desonesto/Honesto

Podem-se juntar outros atributos pessoais, como credibilidade, percepção da realidade, liderança...

Habitualmente, os três atributos mais valorizados são: competência, honestidade e credibilidade.

 

No presente, há ainda um outro factor relevante. Os atributos de Sócrates são conhecidos. Pela positiva ou negativa. O mesmo não se pode dizer de P P Coelho que tem uma imagem por construir, muita gente não tem uma percepção clara sobre o líder do PSD.
Neste caso, um dos processos recorrentes é se o próprio não se empenha em definir e afirmar a sua imagem, essa tarefa será desempenhada pelo adversário. E não será positiva.

publicado por rgomes às 10:51
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A campanha do PSD

P. P. Coelho já fala abertamente de eleições e da forma como pretende desenvolver a campanha.

É cedo para um líder político pronunciar a palavra eleições. Pode ser precipitado, o que não é é útil para um candidato a primeiro-ministro. Embora,  pareça não existir alternativa, apesar dos últimos apelos socialistas a Cavaco Silva.

P P Coelho diz que não quer uma campanha negativa. Ele e Sócrates que se cuidem. Os lelos dos dois partidos não vão fazer outra coisa.

publicado por rgomes às 08:51
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Domingo, 20 de Março de 2011

Porquê: a sucessão de "equivocos"

A campanha vai ter uma história por explicar. O que não podem dizer e que se transforma em "equivocos".

A evolução:

- Sócrates foi ter com Merkl prometer novas medidas, Talvez para a cimeira de 24 de Março.

- A venda da dívida, no inicio de Março não correu bem. Teve de ser a banca portuguesa a socorrer o Estado e comprar quase 70%.

- Para evitar o perigo de fracassar, quando da emissão de nova divida, Sócrates antecipa as medidas. Quer ganhar tempo e confiança. Sócrates ignora o PSD. Até alguns ministros desconheciam. Souberam pelos jornais.

- Antes da cimeira o PSD está convencido que não vai haver acordo. Daí as palavras de Miguel Relvas que remete um comentário oficial do PSD para depois do encontro. O PSD ignora o que Sócrates negociou.

- A proposta do Governo é bem-recebida em Bruxelas e causa espanto em Portugal. O PSD percebe que não é através do FMI que Sócrates pode cair e que "deu o flanco" no relacionamento institucinal em Portugal. Por outro lado, se não arrepiar caminho, fica eternamente como a "muleta" do Governo, o partido à rasca, precário de Sócrates. Avança com o Não ao PEC IV. Agora ou nunca.

- Socrates percebe que vai haver eleições e que não pode concorrer com a promessa de congelar as pensões e reformas. O Governo faz marcha-atrás e A. Costa abre o caminho: o PEC IV não existe, ou seja, o congelamento das reformas. O ministro das Finanças enganou-se. O PM assina por baixo.

- Para o confirmar, reune-se o Conselho de Ministros extraordinário.

 

Quem tem a culpa das eleições? Uma sondagem publicada no Expresso no dia 4 de Março (uma semana antes) revelava que o eleitorado penalizaria quem provocasse eleições antecipadas. A expectativa era de que a moção de censura do BE fosse chumabada e "Além disso, a maioria dos inquiridos entende que o PSD não só deve chumbar a moção de censura, como deve ainda evitar provocar eleições antecipadas."

A quem for assacada a responsabilidade pode sair penalizado. É a este jogo que temos assistido.

publicado por rgomes às 22:41
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Sábado, 19 de Março de 2011

Campanha de "sujos, porcos e maus"

Antecipa-se uma campanha negativa. Com acusações de caracter, idoneidade e de grande dramatização.

Já começaram os sinais:

Acusações mútuas entre PSD e PS sobem de tom


PEC: PSD acusa Governo de mentir sobre compromisso europeu e promete assumir as suas responsabilidades

publicado por rgomes às 14:09
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Já começou

O CDS deu hoje o arranque para a campanha eleitoral.

O congresso junta dois em um. Um comicio e o programa eleitoral.
Pelas palavras de P Portas depreende-se um posicionamento interessante: O PS já deu. Em relação ao PSD, está à espera de um pedido de namoro e colocou as condições para negociar o dote.

 

publicado por rgomes às 13:56
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