Terça-feira, 3 de Maio de 2011

Cortes: UE e FMI querem cortar pensões acima de 600

O DE ainda tem em destaque esta notícia
"UE e FMI querem cortar pensões acima de 600 euros". Assinadas por Margarida Peixoto e Luís Reis Pires.

 

Perante a enormidade de notícias falsas e dramáticas que foram publicadas nos últimos dias algum órgão de comunicação social vai fazer uma análise de tantos erros cometidos? Se fosse um político ou um gestor, de certeza que os media exigiriam essa investigação.

Os nossos órgãos de comunicação social não têm essa capacidade de auto-crítica e auto-avaliação. Aliás, seria relevante tentar perceber se, em alguns casos, foram alvo de manipulação, por quem e com que intuito.

 

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publicado por rgomes às 23:30
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Domingo, 10 de Abril de 2011

Interesses cruzados

A comunicação social quer "espectáculo". Os partidos conhecem este requisito e montam os cenários para assegurar o espectáculo e a consequente presença nos media. No entanto, em todas as circunstâncias, tentam ser eles (partidos) a controlar o evoluir do evento. Um dia é a expectativa sobre o discurso de abertura, na manhã seguinte a chegada de um "irmão desavindo" ou o regresso de um antigo líder, o anúncio dos cargos que vão ocupar. O desfile das personalidades, as mensagens e o acesso aos vários intervenientes. O guião é para cumprir.
Em quase todas as organizações existe uma equipa que vai acompanhando o que os media transmitem para avaliarem se está tudo a correr de acordo com planeado.

Nesta parte os interesses dos media e dos partidos políticos sobrepoêm-se.
O problema é quando os media querem alterar o guião. Foi o que sucedeu no Congresso do PS. Após as primeiras intervenções de sábado, a mensagem começou a ser repetitiva, nenhuma novidade nem a perspectiva de que algo de diferente possa ocorrer. Os jornalistas procuram então perspectivas diferentes, os fait-divers, reacções a acontecimentos externos..... Quando nenhuma destas estratégias funciona começa a surgir uma conflitualidade de interesses.

Se no dia-a-dia os partidos procuram não perder o controlo da situação, muitos menos deixam escapar essa possibilidade num grande evento que marca o arranque da campanha eleitoral.

 

publicado por rgomes às 19:04
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