Quinta-feira, 19 de Maio de 2011

Divergências sobre Rendimento Social de Inserção e negociação com a "troika" marcaram debate Portas/Louçã

O Rendimento Social de Inserção (RSI) e as pensões dominaram hoje o debate entre Paulo Portas e Francisco Louça na SIC, marcado ainda pelas divergências entre BE e CDS-PP sobre a negociação com a "troika". Lusa

 

Este debate teve uma audiência média de 1.015.615 espectadores e 27.9% de share. Passou para o 14º lugar do TOP dos debates com maior audiência desde 1995.

publicado por rgomes às 23:29
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Terça-feira, 17 de Maio de 2011

PSD - eixo de campanha

O eixo de campanha é o que liga as várias narrativas. Como uma obra constituída por vários capítulos através dos quais se alimenta o enredo.
Michel Bongrand estabeleceu quatro eixos: Eixo ideológico: visa realçar uma diferença que à partida já é conhecida (esquerda/direita). Eixo político: projecta o futuro. O ponto de partida é o ambiente que se vive no eleitorado (continuidade, mudança, renovação, união). Eixo pessoal: personalização. A sua utilização é frequente quando não há fortes traços distintivos entre os partidos concorrentes, e Eixo temático: é circunstancial. Resulta dos estudos de opinião que indicam as principais preocupações do eleitorado e avalia o desempenho de quem exerce o poder.


O eixo de campanha do PS assenta nesta mensagem: Cuidado, é um risco colocar o PSD no Governo. Já provocou a crise que levou o país a pedir ajuda externa e agora quer ganhar com um líder impreparado e com um programa que coloca em causa o "welfare state".
A campanha não está assente em propostas, numa visão de futuro (nem programática nem de metas). Antes havia um inimigo externo (as empresas de notação financeira, o capitalismo selvagem, a indecisão da Europa, ...o FMI), agora, só há um perigo: o PSD. Tenham cuidado, não arrisquem na mudança que o tempo não está para experiências. O líder do PS repete este discurso todos os dias e já lhe chamam a "cassete de Sócrates". Por vezes cita uma medida do PSD, outras vezes pega numa declaração de um dirigente social-democrata... mas a mensagem é sempre a mesma. Neste aspecto, é uma campanha ofensiva (quando tudo levava a pensar que seria uma campanha defensiva) e com o adversário bem definido: o PSD.

 

Paulo Portas também ajudou a criar a imagem de incerteza do líder do PSD. Através da máxima: "o PS é imcompetente e o PSD não é convicente" tenta capitalizar o descontentamente em relação a José Sócrates e diminuir o impacto do "challenger" que seria Pedro Passos Coelho. O seu propósito é mostrar que, afinal, ele sim é a alternativa. Assumiu a postura de estadista e como é o único que já tem lugar assegurado no Governo (com PS ou PSD) tem uma atitude ofensiva mas comedida. Quanto à mensagem principal, aproveita todas as oportunidades para mostrar que o PSD também é coresponsável da actual crise e que não tem uma estratégia clara.

 

PCP e BE têm um eixo de campanha muito próximos (eixo ideológico): os restantes partidos têm uma política semelhante, subscreveram o acordo com o FMI (que Sócrates ajudou a diabolizar) e há uma alternativa de esquerda. O futuro vai ser muito mau para os trabalhadores e mais pobres e a continuar um desses partidos no Governo não haverá mudança.

 

Por último, o PSD. Após o despoletar da crise política afirmava que era necessária uma clarificação. Depois passou para um discurso social - não congelar as pensões mais baixas e prometeu apresentar um Programa Social -, entretanto escreveu artigos na imprensa internacional a dizer que o PEC IV ficava aquém do necessário e de seguida elogiou o acordo com a "troika" porque "vai mais longe". Após a apresentação do programa eleitoral a bandeira foi a diminuição da Taxa Social Única e quando já estava em empate técnico nas sondagens passou para uma postura ofensiva. O actual Governo e o seu líder não eram de confiança. No vocabulário do PSD surgiam palavras como omitir, enganar, mentir....
Ontem, o PSD passou a atacar o Programa Novas Oportunidades, (um ataque ao orgulho de milhares de pessoas que conseguiram atingir um melhor patamar nas suas qualificações).
Esta é uma narrativa sem mensagem. Não há eixo de campanha. É o social, é a economia, é o futuro com propostas e medidas concretas, é o desgaste do adversário....? para um líder que deixou que lhe fosse criada a imagem de alguém incerto, ingénuo, "não convicente", esta estratégia, de certa forma, confirma o rótulo que lhe estão a criar. A continuar assim não é o "challenger, desbarata a expectativa criada, não tira proveito do desgaste do adversário e nem aproveita as novas oportunidades. Deriva, apenas.
Duas dúvidas: o PSD contratou especialistas brasileiros de marketing político para esta campanha. Qual a influência que estão a ter na direcção de campanha? Serão eles os autores desta estratégia?

Segunda questão: o desemprego é uma das maiores preocupações dos portugueses manifestada nas sondagens. O que tem dito o PSD sobre este tema?

publicado por rgomes às 23:03
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2011

A menina dança?

Altivo, dono do jogo, Paulo Portas trocou as voltas a Passos Coelho. O líder do PSD esperava tango e saiu-lhe cha-cha, com Portas a arrastar os pés de Passos pelo chão.

O líder do PSD esticava a mão e Portas respondia com uma alfinetada.

Passos submisso, Portas atrevido e até, em alguns momentos, sobranceiro. Pedro P. Coelho teve de lhe dizer para o olhar nos olhos.

Quem esperava um concílio para atacar Sócrates ficou enganado. O debate foi em alguns momentos um diálogo duro e com o líder do CDS a atacar o PSD.

Após este debate e conhecida a última sondagem da Intercampus acho que ficou uma dúvida: Portas acredita mesmo que o PSD vai ganhar ou, afinal, tem disponibilidade para se concertar com o PS?

Este debate teve até agora a audiência mais baixa. Foi visto por (média) 887.369 pessoas com um share de 28,8%. Não faz parte do TOP de debates com maior audiência

publicado por rgomes às 22:47
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Segunda-feira, 9 de Maio de 2011

Portas-Sócrates: debate sem vencedor

A culpa é do “candidato Sócrates” pelo que fez nos últimos seis anos – Paulo Portas

A culpa é de Paulo Portas que lançou o país na crise ao chumbar o PEC IV e agora subscreveu um documento que é igual ao que foi rejeitado – José Sócrates

Esta foi a principal argumentação de cada um dos líderes.


Sublinhe-se que Portas tentou manter uma postura de “estadista”mas teve momentos onde ficou nervoso e acusou Sócrates de "mentir".
Por sua vez, Sócrates tentou desmontar a critica de que não estava disponível para governar com o FMI com argumento pouco convicente.

Saliente-se ainda que Paulo Portas foi pouco incisivo, muito palavroso, não recorreu aos seus famosos sounbites (a excepção tavez tenha sido a imagem de que "Sócrates vive na estratosfera") e, com uma moderação rígida, não lhe foi dada oportunidade para fazer os seus habituais “números” em debates.

José Sócrates mostrou que tem uma “cassete”, não contradita por Paulo Portas. Em certos momentos até os comentários mais demolidores pertenceram à moderadora. Sócrates até fez o número da capa vazia que devia ter o programa eleitoral do CDS e aproveitou o minuto final para atacar o PSD.


Os media, minutos depois do debate, referem que foi uma discussão dura e em título apontam para a rejeição de Paulo Portas em fazer uma coligação com o PS.

Vídeo do debate aqui

 

Este debate foi visto por uma audiência média de 1.483.298 espectadores. O share foi de 38.3%. O valor máximo foi de 1,9 milhões de indivíduos de audiência instantânea.
Passou para o segundo lugar do TOP de programas políticos mais vistos em TV, desde 1995
Curiosamente o valor não difere muito do último debate entre os dois, em Setembro de 2009 que teve uma audiência média de  1.439.900 espectadores.

Neste ciclo das Legislativas de 2011, o debate anterior, entre Jerónimo de Sousa e Paulo Portas teve uma média de 910.800 espectadores e share de 26.1%.

publicado por rgomes às 22:42
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Segunda-feira, 28 de Março de 2011

Paulo Portas diz que partido “não vai gastar um cêntimo em ‘outdoors’” na próxima campanha

O líder do CDS-PP garantiu que o partido “não vai gastar um cêntimo” em “outdoors” na campanha para as próximas legislativas, alegando “não fazer sentido” gastar milhões de euros em cartazes “quando se pedem sacrifícios às pessoas”. Publico

publicado por rgomes às 21:58
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Sábado, 19 de Março de 2011

Já começou

O CDS deu hoje o arranque para a campanha eleitoral.

O congresso junta dois em um. Um comicio e o programa eleitoral.
Pelas palavras de P Portas depreende-se um posicionamento interessante: O PS já deu. Em relação ao PSD, está à espera de um pedido de namoro e colocou as condições para negociar o dote.

 

publicado por rgomes às 13:56
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