Segunda-feira, 30 de Maio de 2011

Onde estão os indecisos

Quem (em particular PS ou PSD) convencer a larga fatia de indecisos ganha as eleições.

É vital conhecer os motivos porque a poucos dias do acto eleitoral (considerado no discurso partidário como de extrema relevância) os indecisos não quebram.

Alguns estudos terão sido realizados nos últimos dias e, pelo que me foi dito, a maior parte está indecisa entre PS e PSD.

Perante estes estudos não é de estranhar o discurso de PS e PSD nas últimas horas.

O PSD começou o fim de semana a fazer o apelo à maioria absoluta e ao voto útil, mas mudou. Agora dirige a sua mensagem para o eleitorado socialista e retomou a mensagem da defesa do Estado Social. Está a jogar ao centro.

Por sua vez, José Sócrates reagiu de imediato e esta noite foi António Vitorino que fez um "apelo ao voto dos sociais-democratas".

publicado por rgomes às 22:50
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

A onda

Especialistas em sondagens e campanhas eleitorais dizem-me o seguinte:

- é previsivel uma onda laranja

- o jogo está feito, é muito dificil alterar as tendências

- o PS enganou-se na data das eleições. Planeou tudo para a data do arranque da campanha. Há vários dias que deixou o PSD marcar a agenda, não tem discurso novo, nem um plano B.

 

A cronologia (que segundo estes especialistas é a necrologia) do PS:

- debate com Pedro Passos Coelho com expectativas muito altas

- comentadores televisivos dão de imediato vitória ao líder do PSD

- sondagem Uni. Católica dá vitória a Pedro Passos Coelho

- PS leva emigrantes para comicios. Capa no Correio da Manhã e reportagem nos telejornais e quase toda a imprensa nacional

- PSD marca agenda com desafio a Portas

- PSD marca agenda com as alegadas nomeações clandestinas.

tags: , ,
publicado por rgomes às 21:38
link do post | comentar | favorito
|

Desapareceram os imigrantes

As dezenas de imigrantes paquistaneses e indianos que têm agitado bandeiras, dado apertos de mão ao secretário-geral do Partido Socialista nos últimos dias e enchido salas de comício não compareceram ontem na campanha do PS em Campo Maior. (...)

Publicitado o caso, desapareceram, primeiro, alguns turbantes - substituídos por chapéus de campanha do PS. Depois, sumiram-se os imigrantes, muitos que mal articulavam uma palavra em português e que não podiam votar nas eleições legislativas de 5 de Junho por não terem nacionalidade portuguesa. A duvida fica: se foram transportados de Lisboa para o Alentejo no autocarro socialista como é que regressaram a casa? Fonte: I

publicado por rgomes às 18:04
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 17 de Maio de 2011

PSD - eixo de campanha

O eixo de campanha é o que liga as várias narrativas. Como uma obra constituída por vários capítulos através dos quais se alimenta o enredo.
Michel Bongrand estabeleceu quatro eixos: Eixo ideológico: visa realçar uma diferença que à partida já é conhecida (esquerda/direita). Eixo político: projecta o futuro. O ponto de partida é o ambiente que se vive no eleitorado (continuidade, mudança, renovação, união). Eixo pessoal: personalização. A sua utilização é frequente quando não há fortes traços distintivos entre os partidos concorrentes, e Eixo temático: é circunstancial. Resulta dos estudos de opinião que indicam as principais preocupações do eleitorado e avalia o desempenho de quem exerce o poder.


O eixo de campanha do PS assenta nesta mensagem: Cuidado, é um risco colocar o PSD no Governo. Já provocou a crise que levou o país a pedir ajuda externa e agora quer ganhar com um líder impreparado e com um programa que coloca em causa o "welfare state".
A campanha não está assente em propostas, numa visão de futuro (nem programática nem de metas). Antes havia um inimigo externo (as empresas de notação financeira, o capitalismo selvagem, a indecisão da Europa, ...o FMI), agora, só há um perigo: o PSD. Tenham cuidado, não arrisquem na mudança que o tempo não está para experiências. O líder do PS repete este discurso todos os dias e já lhe chamam a "cassete de Sócrates". Por vezes cita uma medida do PSD, outras vezes pega numa declaração de um dirigente social-democrata... mas a mensagem é sempre a mesma. Neste aspecto, é uma campanha ofensiva (quando tudo levava a pensar que seria uma campanha defensiva) e com o adversário bem definido: o PSD.

 

Paulo Portas também ajudou a criar a imagem de incerteza do líder do PSD. Através da máxima: "o PS é imcompetente e o PSD não é convicente" tenta capitalizar o descontentamente em relação a José Sócrates e diminuir o impacto do "challenger" que seria Pedro Passos Coelho. O seu propósito é mostrar que, afinal, ele sim é a alternativa. Assumiu a postura de estadista e como é o único que já tem lugar assegurado no Governo (com PS ou PSD) tem uma atitude ofensiva mas comedida. Quanto à mensagem principal, aproveita todas as oportunidades para mostrar que o PSD também é coresponsável da actual crise e que não tem uma estratégia clara.

 

PCP e BE têm um eixo de campanha muito próximos (eixo ideológico): os restantes partidos têm uma política semelhante, subscreveram o acordo com o FMI (que Sócrates ajudou a diabolizar) e há uma alternativa de esquerda. O futuro vai ser muito mau para os trabalhadores e mais pobres e a continuar um desses partidos no Governo não haverá mudança.

 

Por último, o PSD. Após o despoletar da crise política afirmava que era necessária uma clarificação. Depois passou para um discurso social - não congelar as pensões mais baixas e prometeu apresentar um Programa Social -, entretanto escreveu artigos na imprensa internacional a dizer que o PEC IV ficava aquém do necessário e de seguida elogiou o acordo com a "troika" porque "vai mais longe". Após a apresentação do programa eleitoral a bandeira foi a diminuição da Taxa Social Única e quando já estava em empate técnico nas sondagens passou para uma postura ofensiva. O actual Governo e o seu líder não eram de confiança. No vocabulário do PSD surgiam palavras como omitir, enganar, mentir....
Ontem, o PSD passou a atacar o Programa Novas Oportunidades, (um ataque ao orgulho de milhares de pessoas que conseguiram atingir um melhor patamar nas suas qualificações).
Esta é uma narrativa sem mensagem. Não há eixo de campanha. É o social, é a economia, é o futuro com propostas e medidas concretas, é o desgaste do adversário....? para um líder que deixou que lhe fosse criada a imagem de alguém incerto, ingénuo, "não convicente", esta estratégia, de certa forma, confirma o rótulo que lhe estão a criar. A continuar assim não é o "challenger, desbarata a expectativa criada, não tira proveito do desgaste do adversário e nem aproveita as novas oportunidades. Deriva, apenas.
Duas dúvidas: o PSD contratou especialistas brasileiros de marketing político para esta campanha. Qual a influência que estão a ter na direcção de campanha? Serão eles os autores desta estratégia?

Segunda questão: o desemprego é uma das maiores preocupações dos portugueses manifestada nas sondagens. O que tem dito o PSD sobre este tema?

publicado por rgomes às 23:03
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

silencio do PS

Falta uma hora para terminar o dia e o PS não fez nenhuma ataque ao PSD. Estranho!

tags: ,
publicado por rgomes às 22:53
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 27 de Abril de 2011

Programa eleitoral do PS

Pode ver aqui o programa eleitoral do PS (documento em pdf)

tags: ,
publicado por rgomes às 22:04
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 26 de Abril de 2011

Construção da mensagem

O PS quer marcar uma forte diferença em relação ao PSD: as preocupações sociais em contraponto ao neo-liberalismo.

Amanhã vai ser apresentado o documento programático. O DE antecipa hoje em título: "Sócrates apresenta amanhã programa eleitoral que aposta no estado social". Apenas em título. nada do conteúdo da notícia explica as medidas sociais ou justifica o título. Por outras plavras, a imagem -da preocupação social - já está criada. Só um erro grave a pode danificar.

tags: ,
publicado por rgomes às 12:12
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 17 de Abril de 2011

cabeças lista PSD e PS

Círculo eleitoral

Partido social-Democrata Partido Socialista
Aveiro
Couto dos Santos Helena André
Beja
Carlos Moedas Luís Pita Ameixa
Braga
Miguel Macedo António José Seguro
Bragança
Francisco José Viegas Mota Andrade
Castelo Branco
Costa Neves José Sócrates
Coimbra
José Manuel Canavarro Ana Jorge
Évora
Pedro Lynce Carlos Zorrinho
Faro
Mendes Bota João Soares
Guarda
Manuel Meirinho Paulo Campos
Leiria
Teresa Morais Basílio Horta
Lisboa
Fernando Nobre Ferro Rodrigues
Portalegre
Cristovão Crespo Pedro Marques
Porto
Aguiar-Branco Francisco Assis
Santarém
Miguel Relvas António Serrano
Setúbal
Maria Luis Albuquerque Vieira da Silva
Viseu
Almeida Henriques José Junqueiro
Viana do Castelo
Carlos Abreu Amorim Fernando Medina
Vila Real
Pedro Passos Coelho Silva Pereira
Europa
Carlos Gonçalves Paulo Pisco
Fora da Europa
José Cesário Carolina Almeida
Açores
Mota Amaral Ricardo Rodrigues
Madeira Alberto João Jardim Jacinto Serrão
tags: , ,
publicado por rgomes às 16:55
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 14 de Abril de 2011

Cobertura nas TVs do Congresso do PS

O congresso do PS marcou a informação do último fim-de-semana. O aparato televisivo que foi visível durante o evento mostra a importância que a informação política terá até às próximas eleições de Junho. O serviço Telenews registou 64 notícias e 5 horas de emissão sobre a temática. De salientar a cobertura da TVI com 26 notícias e 2 horas de emissão. - Marktest

tags: , ,
publicado por rgomes às 23:56
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 10 de Abril de 2011

Redes Sociais

 

 Um dos objectivos dos dirigentes politicos é o "directo". Criam os chamado pseudoacontecimentos    para   cativarem a atençao da comunicação e, se for possível, o "directo" é a cereja em cima do bolo.

 

 Na prática, "o directo" significa chegar junto da audiência sem a mediação dos jornalistas. Não há filtros,  transmitem a mensagem (o soundbite) desejada e habitualmente conseguem ter mais tempo de  exposição. Esta é uma estratégica normal.

 Nos últimos meses surgiu o mesmo procedimento mas sem recorrer às TVs  rádios. É através das redes sociais. Foi assim que Obama anunciou a sua recandidatura. Foi assim que o PSD tentou condicionar o congresso do PS. Cerca de 15 minutos após o megaevento socialista, Pedro Passos Coelho escreveu na sua página no Facebook que Fernando Nobre vai ser o cabeça de lista do PSD em Lisboa. A mensagem espalhou-se de imediato pelos media. O líder do PSD não foi sujeito a perguntas, confrontado com outros temas. O que escreveu foi replicado pelos media. Difundiu a mensagem pretendida, numa altura precisa e com rápida divulgação. Mais, sem custos e 100% eficaz.

publicado por rgomes às 19:16
link do post | comentar | favorito
|

Interesses cruzados

A comunicação social quer "espectáculo". Os partidos conhecem este requisito e montam os cenários para assegurar o espectáculo e a consequente presença nos media. No entanto, em todas as circunstâncias, tentam ser eles (partidos) a controlar o evoluir do evento. Um dia é a expectativa sobre o discurso de abertura, na manhã seguinte a chegada de um "irmão desavindo" ou o regresso de um antigo líder, o anúncio dos cargos que vão ocupar. O desfile das personalidades, as mensagens e o acesso aos vários intervenientes. O guião é para cumprir.
Em quase todas as organizações existe uma equipa que vai acompanhando o que os media transmitem para avaliarem se está tudo a correr de acordo com planeado.

Nesta parte os interesses dos media e dos partidos políticos sobrepoêm-se.
O problema é quando os media querem alterar o guião. Foi o que sucedeu no Congresso do PS. Após as primeiras intervenções de sábado, a mensagem começou a ser repetitiva, nenhuma novidade nem a perspectiva de que algo de diferente possa ocorrer. Os jornalistas procuram então perspectivas diferentes, os fait-divers, reacções a acontecimentos externos..... Quando nenhuma destas estratégias funciona começa a surgir uma conflitualidade de interesses.

Se no dia-a-dia os partidos procuram não perder o controlo da situação, muitos menos deixam escapar essa possibilidade num grande evento que marca o arranque da campanha eleitoral.

 

publicado por rgomes às 19:04
link do post | comentar | favorito
|

O General

 Domingos Ferreira é o homem que organiza os eventos do PS (e não só).

 Conhecido pelos amigos como O General, é um mestre a organizar este tipo de eventos.

 Tem um conhecimento pormenorizado sobre a concepção e produção deste tipo de "espectáculos". Desde a arquitectura das salas, a disposição do palco, os lugares onde ficam as câmaras, a arrumação dos lugares....

Faz este trabalho há mais de uma década, habitualmente anda na "sombra" mas é ele que comanda as tropas para os outros brilharem.

publicado por rgomes às 18:58
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 9 de Abril de 2011

Super produção

Já vamos no segundo dia com todas as televisões de notícias a acompanhar de forma permanente o Congresso do PS. As TVs generalistas dão também largo destaque nos principais blocos informativos.

A organização tem sido 100% eficaz na gestão da mensagem. Falam os notáveis - mesmo os que retornaram à casa socialista - em horas chave, com um alinhamento certinho que vai alimentando a comunicação social ao longo do dia.

Até as lágrimas, nos olhos de Sócrates. A emotividade que faltava ao líder determinado.

publicado por rgomes às 21:20
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 8 de Abril de 2011

O Senhor do Calvário

 A imagem concebida para este congresso aposta num tom roxo escuro.

 Faz parte do logo, está no placard de fundo e até na gravata de José Sócrates, no dia de abertura.

 Não me parece uma escolha feliz.

 Pode ser muito subjectivo mas não foi apenas minha essa percepção. 
 Nem é por estarmos na Páscoa mas  a cor, ainda mais neste tom, está conotada com a "ida para o calvário".

publicado por rgomes às 22:58
link do post | comentar | favorito
|

a Internet do PS

Está a decorrer o Congresso do PS. Sócrates acabou de falar há cerca de meia hora.

No site do PS já está disponível o texto da intervenção, um vídeo com parte do discurso e uma fotogaleria.

Também disponibilizam o discurso anterior, de Almeida Santos,

Ao contrário do que têm feito nos últimos eventos, o site não tem transmissão em directo.

Nas redes sociais apostam no Facebook.

tags: ,
publicado por rgomes às 22:47
link do post | comentar | favorito
|

A campanha PS

Na abertura do congresso do PS José Sócrates deu hoje o mote do que vai ser a campanha socialista:

- responsabilizar PSD pelo pedido de ajuda

- PSD é incerto, é arriscado mudar

- O PSD tem um líder que não sabe o que quer

- O PSD é neo-liberal e o PS defende o Estado Social

- PCP e Bloco fizeram um favor à direita e são responsáveis pela vinda do FMI.
Há vários anos que não via um primeiro-ministro a centrar o seu discurso no ataque ao lider da oposição, como se fosse ele o "challenger".
Habitualmente é ao contrário, até do ponto de vista do estatuto, o líder da oposição a tentar colocar-se ao mesmo nível do chefe de governo.

Sócrates corre atrás do prejuízo, da desvantagem nas sondagens. Vai aproveitar todas as oportunidades para atacar Pedro Passos Coelho e lançar-lhe directamente reptos. A ver se ele cai, se dá troco e tropeça.

publicado por rgomes às 22:04
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 6 de Abril de 2011

Spin doctor LPM

 

Luis Paixão Martins esteve hoje no RES PUBLICA, da Associação 25 de Abril, em Lisboa, numa iniciativa da Ânimo, a abordar o tema de comunicação política.

Em pré-campanha eleitoral as intervenções centraram-se na disputa partidária que vai ter lugar nos próximos meses.

Síntese das ideias transmitidas por LPM:

- nesta campanha não há espaço para marketing, é rejeitado devido à crise económica;

- os eleitores devem decidir em quem votam nas próximas semanas e depois não têm disponibilidade para a fase da campanha eleitoral;

- quando o PSD apresentar o seu programa eleitoral os eleitores já decidiram;

- esta atitude do PSD é propositada porque sofrerá desgaste quando anunciar as suas propostas:

- o PSD poderá vencer a não ser que PP Coelho cometa asneiras e que sejam exploradas pelos media;

- o PS tem José Sócrates a fazer combate ao PSD mas já perdeu o eleitorado flutuante, que oscila entre PS e PSD. Já o tinha perdido nas legislativas anteriores;

- O PS vai fazer combate à esquerda, atrair o eleitorado de Alegre e do Bloco;

- os três partidos laterais vão contar a mesma história: votar PS ou PSD fica tudo na mesma, no bloco central  

publicado por rgomes às 21:40
link do post | comentar | favorito
|

Help

O pedido de ajuda está em curso?

Foi assim com a Irlanda: fuga de informação para um jornal internacional especializado, negação por parte das autoridades nacionais e comunitárias, reunião dos ministros das finanças e depois o anuncio no domingo, quando os mercados estão fechados.

Até agora foram dados apenas os três primeiros passos: fuga de informação, negação das conversações e reunião do Ecofin na sexta-feira.

No caso português há ainda a juntar:

- "Mesmo em funções de gestão, o Governo continua firmemente empenhado em evitar o pior para a vida dos portugueses e tudo faz para minorar os efeitos da aventura em que as oposições colocaram o país. Se tiver que agir em matéria de financiamento externo, o Governo agirá patrioticamente como sempre em defesa do interesse nacional" Jorge Lacão no Parlamento;

- "Digo que situações excecionais exigem respostas excecionais. Se, porventura, em teoria, se colocar uma situação dessa natureza [recurso à ajuda externa], todos deveremos fazer um esforço de consenso nacional" Francisco Assis também na AR.

 

O único elemento que quebra a lógica desta narrativa é que, se o anuncio for feito no Domingo, é no dia de encerramento do Congresso do PS.
Só não será surpresa e "mata" o efeito do Congresso se até lá o PS alterar radicalmente o seu discurso: deixa de ter o FMI como "inimigo externo" e passa a culpa para o "inimigo interno", o PSD.
 

actualização:

Está a ser dada a viragem no discurso e a culpa é do PSD. O Congresso vai ser o ponto de viragem e o contexto para um forte ataque ao PSD com a dramatização sobre o chumbo do PEC.
Fernando Teixeira dos Santos: O país foi irresponsavelmente empurrado para uma situação muito difícil nos mercados financeiros. Perante esta difícil situação, que podia ter sido evitada, entendo que é necessário recorrer aos mecanismos de financiamento disponíveis no quadro europeu em termos adequados à actual situação política. Tal exigirá, também, o envolvimento e o comprometimento das principais forças e instituições políticas  - declaração ao J Negócios

Agora é que vai ser "malhar" no PSD.

tags: , , , ,
publicado por rgomes às 17:44
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 30 de Março de 2011

Confia num desconhecido?

Já se torna perceptível que um dos eixos de ataque do PS ao líder do PSD é a sua inexperiência.

Com base na percepção de que o eleitorado ainda não tem uma ideia muito definida de PP Coelho, o PS está a explorar esta situação e tenta marcar uma imagem negativa do líder do PSD. Inexperiente (sem experiência governativa), falta de preparação, imaturo e irresponsável (ao ter chumbado o PEC).

Veja-se o lead da notícia do Público: O PSD “não pensou” quando abriu esta crise política e não está preparado para governar Portugal num momento crítico tão exigente, acusou Fernando Medina.

A falta de articulação do disurso do PSD na semana anterior e a ausência de um programa eleitoral ajudou a criar esta imagem.

Um filão que o PS vai explorar e que não vai ser fácil ao PSD de contrariar. De certa forma, a resposta vai noutro sentido: "Sócrates já o conhecemos e não o queremos mais, nem falar com ele. Nem agora, em depois das eleições. Ele é a causa do problema".

Ou seja, o que prefere: D. Quixote ou o Exterminador?

publicado por rgomes às 21:20
link do post | comentar | favorito
|

Manuel Maria Carrilho faz antevisão da campanha

O antigo ministro da Cultura diz que o "PS vai apostar tudo na vitimização". Já o PSD vai jogar na linha da responsabilidade e apostar numa equipa de Governo forte.

"Eu penso que o PS vai apostar tudo na vitimização. Até aqui, os mercados eram os culpados de tudo e nós só precisávamos de confiança, agora é o PSD que é culpado de tudo e já não há nada a fazer. É um modo de fazer política que me faz alguma confusão", disse o ex-ministro de António Guterres à TVI24.

Já o PSD deve jogar em dois eixos: Apresentar um projecto, onde o PS falhou, e apostar numa equipa forte. fonte:DE

publicado por rgomes às 12:58
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 29 de Março de 2011

Onde está o spin doctor de PP Coelho?

Sócrates culpou o PSD de ter piorado a situação do país ao chumbar o PEC.
A declaração foi feita às 19h (não é habitual, o líder do PS e PM aposta nos directos para os telejornais).

Pedro Passos Coelho tinha a resposta marcada para as 20h. Uma oportunidade para entrar em directo nas casas dos portugueses, sem qualquer intermediação.

O líder do PSD começou a declaração pouco antes da SIC ir para intervalo.

Primeira mensagem de Pedro Passos Coelho: "O PSD vai, a partir desta noite, iniciar todo o seu processo de construção de uma alternativa política em Portugal. A Comissão Política decidiu submeter ao Conselho Nacional uma proposta que visa a elaboração do programa eleitoral e que tem como missão abrir, na oportunidade da crise que está criada em Portugal, uma janela de esperança e de confiança ao país".
As televisões fecharam os directos e ficámos a saber que o PSD ia iniciar a produção de um programa eleitoral!

Após o intervalo a SIC vai à sede do PSD. Nesta parte, pergunta/resposta, o líder do PSD estava mais incisivo. No entanto ao tentar responsabilizar o actual governo pela crise, Pedro Passos Coelho disse que Sócrates está no Governo há seis anos, e em funções governativas há 16 e "eu nunca estive no governo". Não há melhor forma de declarar a sua inexperiência governativa. Metade da frase chegava para os seus intentos.

publicado por rgomes às 21:51
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 23 de Março de 2011

O guião

O debate no Parlamento foi já a pensar na campanha.

O que se passou revela que vamos ter uma campanha tensa e com muitas encenações.

A postura dos partidos:

- CDS: vai tentar colar o PSD ao PS, e Portas procura afirmar-se com uma  estadista

- PSD: focado no desgaste do PS e do Governo: esgotamento, falata de credibilidade e fracasso na gestão da crise. Os outros partidos não fazem parte da mensagem (poderá precisar do CDS)

- PS: dramatização, focado no PSD como autor da crise e vai retomar a defesa do Estado Social

- PCP: colagem do PS ao PSD, afirmação de uma outra política em Portugal e na Europa

- BE: colagem do PS ao PSD, populismo no ataque às grandes empresas, ao capital. negação das políticas decrrentes da União Monetária e Financeira.

publicado por rgomes às 20:18
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 22 de Março de 2011

Centro

À direita, o CDS cola o PSD ao PS.

À esquerda PCP e BE, colam o PS ao PSD.

No centro, PS e PSD vão ter difucldades em se diferenciarem.
São partidos de eleitores, ideologicamente sobrepostos, com passado comum na defesa dos grandes passos políticos e assinaram conjuntamente os últimos PECs.
A diferenciação vai ser feita no perfil das lideranças, em questões pessoais:

Experiente/Inexperiente

Arrogante/Simpatico

Autoritário/Dialogante

Desonesto/Honesto

Podem-se juntar outros atributos pessoais, como credibilidade, percepção da realidade, liderança...

Habitualmente, os três atributos mais valorizados são: competência, honestidade e credibilidade.

 

No presente, há ainda um outro factor relevante. Os atributos de Sócrates são conhecidos. Pela positiva ou negativa. O mesmo não se pode dizer de P P Coelho que tem uma imagem por construir, muita gente não tem uma percepção clara sobre o líder do PSD.
Neste caso, um dos processos recorrentes é se o próprio não se empenha em definir e afirmar a sua imagem, essa tarefa será desempenhada pelo adversário. E não será positiva.

publicado por rgomes às 10:51
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 20 de Março de 2011

Porquê: a sucessão de "equivocos"

A campanha vai ter uma história por explicar. O que não podem dizer e que se transforma em "equivocos".

A evolução:

- Sócrates foi ter com Merkl prometer novas medidas, Talvez para a cimeira de 24 de Março.

- A venda da dívida, no inicio de Março não correu bem. Teve de ser a banca portuguesa a socorrer o Estado e comprar quase 70%.

- Para evitar o perigo de fracassar, quando da emissão de nova divida, Sócrates antecipa as medidas. Quer ganhar tempo e confiança. Sócrates ignora o PSD. Até alguns ministros desconheciam. Souberam pelos jornais.

- Antes da cimeira o PSD está convencido que não vai haver acordo. Daí as palavras de Miguel Relvas que remete um comentário oficial do PSD para depois do encontro. O PSD ignora o que Sócrates negociou.

- A proposta do Governo é bem-recebida em Bruxelas e causa espanto em Portugal. O PSD percebe que não é através do FMI que Sócrates pode cair e que "deu o flanco" no relacionamento institucinal em Portugal. Por outro lado, se não arrepiar caminho, fica eternamente como a "muleta" do Governo, o partido à rasca, precário de Sócrates. Avança com o Não ao PEC IV. Agora ou nunca.

- Socrates percebe que vai haver eleições e que não pode concorrer com a promessa de congelar as pensões e reformas. O Governo faz marcha-atrás e A. Costa abre o caminho: o PEC IV não existe, ou seja, o congelamento das reformas. O ministro das Finanças enganou-se. O PM assina por baixo.

- Para o confirmar, reune-se o Conselho de Ministros extraordinário.

 

Quem tem a culpa das eleições? Uma sondagem publicada no Expresso no dia 4 de Março (uma semana antes) revelava que o eleitorado penalizaria quem provocasse eleições antecipadas. A expectativa era de que a moção de censura do BE fosse chumabada e "Além disso, a maioria dos inquiridos entende que o PSD não só deve chumbar a moção de censura, como deve ainda evitar provocar eleições antecipadas."

A quem for assacada a responsabilidade pode sair penalizado. É a este jogo que temos assistido.

publicado por rgomes às 22:41
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 19 de Março de 2011

Campanha de "sujos, porcos e maus"

Antecipa-se uma campanha negativa. Com acusações de caracter, idoneidade e de grande dramatização.

Já começaram os sinais:

Acusações mútuas entre PSD e PS sobem de tom


PEC: PSD acusa Governo de mentir sobre compromisso europeu e promete assumir as suas responsabilidades

publicado por rgomes às 14:09
link do post | comentar | favorito
|

.pesquisar

.Junho 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Onde estão os indecisos

. A onda

. Desapareceram os imigrant...

. PSD - eixo de campanha

. silencio do PS

. Programa eleitoral do PS

. Construção da mensagem

. cabeças lista PSD e PS

. Cobertura nas TVs do Cong...

. Redes Sociais

. Interesses cruzados

. O General

. Super produção

. O Senhor do Calvário

. a Internet do PS

. A campanha PS

. Spin doctor LPM

. Help

. Confia num desconhecido?

. Manuel Maria Carrilho faz...

. Onde está o spin doctor d...

. O guião

. Centro

. Porquê: a sucessão de "eq...

. Campanha de "sujos, porco...

. Já começou

.arquivos

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds