Segunda-feira, 30 de Maio de 2011

Onde estão os indecisos

Quem (em particular PS ou PSD) convencer a larga fatia de indecisos ganha as eleições.

É vital conhecer os motivos porque a poucos dias do acto eleitoral (considerado no discurso partidário como de extrema relevância) os indecisos não quebram.

Alguns estudos terão sido realizados nos últimos dias e, pelo que me foi dito, a maior parte está indecisa entre PS e PSD.

Perante estes estudos não é de estranhar o discurso de PS e PSD nas últimas horas.

O PSD começou o fim de semana a fazer o apelo à maioria absoluta e ao voto útil, mas mudou. Agora dirige a sua mensagem para o eleitorado socialista e retomou a mensagem da defesa do Estado Social. Está a jogar ao centro.

Por sua vez, José Sócrates reagiu de imediato e esta noite foi António Vitorino que fez um "apelo ao voto dos sociais-democratas".

publicado por rgomes às 22:50
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Domingo, 29 de Maio de 2011

A semana dos indecisos

Poucas eleições Legislativas tiveram um resultado tão imprevisto.

A margem de indecisos é elevada e manteve-se praticamente igual ao longo da primeira semana de campanha: entre 28 a 30%.

O que revela a impotência de todos os partidos em convencer os que procuram (se procuram) uma decisão.

 

Do lado do PSD o discurso final tem um outro alvo: o CDS. Apelar ao voto útil. O empate técnico ajuda mas este argumento já foi utilizado várias vezes e não foi decisivo.

 

Por último, mas não menos importante: não cometer erros.

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Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

A onda

Especialistas em sondagens e campanhas eleitorais dizem-me o seguinte:

- é previsivel uma onda laranja

- o jogo está feito, é muito dificil alterar as tendências

- o PS enganou-se na data das eleições. Planeou tudo para a data do arranque da campanha. Há vários dias que deixou o PSD marcar a agenda, não tem discurso novo, nem um plano B.

 

A cronologia (que segundo estes especialistas é a necrologia) do PS:

- debate com Pedro Passos Coelho com expectativas muito altas

- comentadores televisivos dão de imediato vitória ao líder do PSD

- sondagem Uni. Católica dá vitória a Pedro Passos Coelho

- PS leva emigrantes para comicios. Capa no Correio da Manhã e reportagem nos telejornais e quase toda a imprensa nacional

- PSD marca agenda com desafio a Portas

- PSD marca agenda com as alegadas nomeações clandestinas.

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Sexta-feira, 13 de Maio de 2011

Campanha do PSD

A volta nacional de Pedro Passos Coelho arranca sábado com a visita aos Açores
O fecho da campanha é com um jantar-comício em Lisboa. O PSD promete "muita rua" e uma aposta maior nas zonas urbanas.
O “dia tipo” nas próximas três semanas – oficialmente a campanha só começa a 22 de Maio, mas a caravana laranja, tal como as restantes, parte para a estrada uma semana antes – terá duas acções da parte da manhã (uma na rua e outra em visita a uma instituição ou empresa), um almoço, outro contacto com o eleitorado ao final da tarde e um jantar-comício com início pelas 20h. Fonte: J. Negócios

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publicado por rgomes às 15:09
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Domingo, 8 de Maio de 2011

Site PSD

O site do PSD dedicado às eleições legislativas.

Centrado na imagem do líder, com materiais de campanha e destaque para as redes sociais e voluntários para a campanha.

Não é muito diversificado em informação. Aposta também em vídeos, fotos e sons

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publicado por rgomes às 19:33
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Programa eleitoral do PSD

Pode ver aqui o Programa Eleitoral do PSD

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Terça-feira, 3 de Maio de 2011

o ónus das medidas

Havia a dúvida de quem ficava com o ónus do anúncio das medidas. Como o Governo assumia esse risco e como comprometer os partidos da oposição.

A dúvida foi dissipada:

- anunciaram-se as não medidas

- o PSD reivindicou o mérito do acordo


A realidade não importa. O relevante é a gestão das expectativas. Dramatiza-se para depois se anunciar o que se evitou.

Duas conclusões: acho que só esta noite o PSD percebeu a armadilha em que caiu.
Por outro lado, nesta construção de simulacros, não estamos perante um pedido de ajuda ao FMI mas um plano Marshall.
Neste cenário fica apenas uma dúvida: com este discurso como se pode, depois das eleições, pedir mais sacrifícios aos portugueses se foi tão boa a negociação?

 

Pode ver aqui a declaração do primeiro-ministro

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Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

silencio do PS

Falta uma hora para terminar o dia e o PS não fez nenhuma ataque ao PSD. Estranho!

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publicado por rgomes às 22:53
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Quinta-feira, 21 de Abril de 2011

Feliz Páscoa

Pedro Passos Coelho abriu a porta de casa para desejar Feliz Páscoa.

A realização do vídeo é pobre, do ponto de vista tecnico, mas pode ter sido propositado: comunicção directa, sem ser artificial, como o casal, uma família comum.

As elites não gostaram muito mas este não é um produto que lhes é dirigido. O target é outro.

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Domingo, 17 de Abril de 2011

Fernando Nobre

Pela polémica que causou e do que disse na entrevista à RTP, acho que vai ser um caso paradigmático da opinião publicada em pouco corresponder com a percepção de muitas pessoas/eleitores.

As elites, lideres de opinião, comentadores.... vão continuar a criticar Fernando Nobre. Os argumentos não são válidos, são contraditórios, um caminho sinuoso....

No entanto, para quem não acompanha a actividade política com muita atenção, quem não tenha a decisão tomada sobre o partido em que vai votar e que tenha visto a entrevista na RTP ficará com uma opinião bem diferente: Nobre foi simples, directo, emotivo e com grande franqueza.

Mais, com um discurso que devia ser o eixo da campanha do PSD - preocupação social, com a classe média e os mais desfavorecidos - e uma missão: Portugal.

Desta entrevista uma outra nota: a confiança que Fernando Nobre depositou em Pedro Passos Coelho e a forma como elevou o carácter e as preocupações sociais do líder do PSD. Repetidas vezes o disse. Neste aspecto, esta entrevista foi também um ponto positivo e muito relevante para Pedro Passos Coelho.

 

Podem dizer que nada do que Nobre se propõe fazer é competência do Presidente do Parlamento, que o perfil do cargo é outro... Tudo pode ser certo, mas o comum do cidadão não faz a mais pequena ideia do desempenho do cargo, do sistema de eleição....

Quem não tem opinião formada sobre esta polémica, gostou de o ouvir/ver, da imagem que transmitiu. Para muito, isto é o relevante.

 

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cabeças lista PSD e PS

Círculo eleitoral

Partido social-Democrata Partido Socialista
Aveiro
Couto dos Santos Helena André
Beja
Carlos Moedas Luís Pita Ameixa
Braga
Miguel Macedo António José Seguro
Bragança
Francisco José Viegas Mota Andrade
Castelo Branco
Costa Neves José Sócrates
Coimbra
José Manuel Canavarro Ana Jorge
Évora
Pedro Lynce Carlos Zorrinho
Faro
Mendes Bota João Soares
Guarda
Manuel Meirinho Paulo Campos
Leiria
Teresa Morais Basílio Horta
Lisboa
Fernando Nobre Ferro Rodrigues
Portalegre
Cristovão Crespo Pedro Marques
Porto
Aguiar-Branco Francisco Assis
Santarém
Miguel Relvas António Serrano
Setúbal
Maria Luis Albuquerque Vieira da Silva
Viseu
Almeida Henriques José Junqueiro
Viana do Castelo
Carlos Abreu Amorim Fernando Medina
Vila Real
Pedro Passos Coelho Silva Pereira
Europa
Carlos Gonçalves Paulo Pisco
Fora da Europa
José Cesário Carolina Almeida
Açores
Mota Amaral Ricardo Rodrigues
Madeira Alberto João Jardim Jacinto Serrão
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Sábado, 16 de Abril de 2011

PSD anda aos tiros... no próprio pé

Em pré-campanha eleitoral o PSD especializou-se em autoflagelar-se.

Marques Mendes ataca o cabeça de lista por Lisboa.

No dia a seguir Pacheco Pereira obriga o PSD a retomar o tema do encontro com José Sócrates que colocou em causa a seriedade de Pedro Passos Coelho.

Hoje, à hora de almoço Nogueira Leite disparou contra os que recusaram fazer parte das listas, adiantando que essa discussão deve ser tida mais tarde, o que significa que é inutil no presente.

Ao final do dia, Barbosa de Melo comenta de forma crítica Fernando Nobre e a decisão do PSD de apoiar a sua candidatura à Presidência da República antes de serem conhecidos os deputados.

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Sexta-feira, 8 de Abril de 2011

A campanha PS

Na abertura do congresso do PS José Sócrates deu hoje o mote do que vai ser a campanha socialista:

- responsabilizar PSD pelo pedido de ajuda

- PSD é incerto, é arriscado mudar

- O PSD tem um líder que não sabe o que quer

- O PSD é neo-liberal e o PS defende o Estado Social

- PCP e Bloco fizeram um favor à direita e são responsáveis pela vinda do FMI.
Há vários anos que não via um primeiro-ministro a centrar o seu discurso no ataque ao lider da oposição, como se fosse ele o "challenger".
Habitualmente é ao contrário, até do ponto de vista do estatuto, o líder da oposição a tentar colocar-se ao mesmo nível do chefe de governo.

Sócrates corre atrás do prejuízo, da desvantagem nas sondagens. Vai aproveitar todas as oportunidades para atacar Pedro Passos Coelho e lançar-lhe directamente reptos. A ver se ele cai, se dá troco e tropeça.

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Quarta-feira, 6 de Abril de 2011

Spin doctor LPM

 

Luis Paixão Martins esteve hoje no RES PUBLICA, da Associação 25 de Abril, em Lisboa, numa iniciativa da Ânimo, a abordar o tema de comunicação política.

Em pré-campanha eleitoral as intervenções centraram-se na disputa partidária que vai ter lugar nos próximos meses.

Síntese das ideias transmitidas por LPM:

- nesta campanha não há espaço para marketing, é rejeitado devido à crise económica;

- os eleitores devem decidir em quem votam nas próximas semanas e depois não têm disponibilidade para a fase da campanha eleitoral;

- quando o PSD apresentar o seu programa eleitoral os eleitores já decidiram;

- esta atitude do PSD é propositada porque sofrerá desgaste quando anunciar as suas propostas:

- o PSD poderá vencer a não ser que PP Coelho cometa asneiras e que sejam exploradas pelos media;

- o PS tem José Sócrates a fazer combate ao PSD mas já perdeu o eleitorado flutuante, que oscila entre PS e PSD. Já o tinha perdido nas legislativas anteriores;

- O PS vai fazer combate à esquerda, atrair o eleitorado de Alegre e do Bloco;

- os três partidos laterais vão contar a mesma história: votar PS ou PSD fica tudo na mesma, no bloco central  

publicado por rgomes às 21:40
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Help

O pedido de ajuda está em curso?

Foi assim com a Irlanda: fuga de informação para um jornal internacional especializado, negação por parte das autoridades nacionais e comunitárias, reunião dos ministros das finanças e depois o anuncio no domingo, quando os mercados estão fechados.

Até agora foram dados apenas os três primeiros passos: fuga de informação, negação das conversações e reunião do Ecofin na sexta-feira.

No caso português há ainda a juntar:

- "Mesmo em funções de gestão, o Governo continua firmemente empenhado em evitar o pior para a vida dos portugueses e tudo faz para minorar os efeitos da aventura em que as oposições colocaram o país. Se tiver que agir em matéria de financiamento externo, o Governo agirá patrioticamente como sempre em defesa do interesse nacional" Jorge Lacão no Parlamento;

- "Digo que situações excecionais exigem respostas excecionais. Se, porventura, em teoria, se colocar uma situação dessa natureza [recurso à ajuda externa], todos deveremos fazer um esforço de consenso nacional" Francisco Assis também na AR.

 

O único elemento que quebra a lógica desta narrativa é que, se o anuncio for feito no Domingo, é no dia de encerramento do Congresso do PS.
Só não será surpresa e "mata" o efeito do Congresso se até lá o PS alterar radicalmente o seu discurso: deixa de ter o FMI como "inimigo externo" e passa a culpa para o "inimigo interno", o PSD.
 

actualização:

Está a ser dada a viragem no discurso e a culpa é do PSD. O Congresso vai ser o ponto de viragem e o contexto para um forte ataque ao PSD com a dramatização sobre o chumbo do PEC.
Fernando Teixeira dos Santos: O país foi irresponsavelmente empurrado para uma situação muito difícil nos mercados financeiros. Perante esta difícil situação, que podia ter sido evitada, entendo que é necessário recorrer aos mecanismos de financiamento disponíveis no quadro europeu em termos adequados à actual situação política. Tal exigirá, também, o envolvimento e o comprometimento das principais forças e instituições políticas  - declaração ao J Negócios

Agora é que vai ser "malhar" no PSD.

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Quarta-feira, 30 de Março de 2011

Confia num desconhecido?

Já se torna perceptível que um dos eixos de ataque do PS ao líder do PSD é a sua inexperiência.

Com base na percepção de que o eleitorado ainda não tem uma ideia muito definida de PP Coelho, o PS está a explorar esta situação e tenta marcar uma imagem negativa do líder do PSD. Inexperiente (sem experiência governativa), falta de preparação, imaturo e irresponsável (ao ter chumbado o PEC).

Veja-se o lead da notícia do Público: O PSD “não pensou” quando abriu esta crise política e não está preparado para governar Portugal num momento crítico tão exigente, acusou Fernando Medina.

A falta de articulação do disurso do PSD na semana anterior e a ausência de um programa eleitoral ajudou a criar esta imagem.

Um filão que o PS vai explorar e que não vai ser fácil ao PSD de contrariar. De certa forma, a resposta vai noutro sentido: "Sócrates já o conhecemos e não o queremos mais, nem falar com ele. Nem agora, em depois das eleições. Ele é a causa do problema".

Ou seja, o que prefere: D. Quixote ou o Exterminador?

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P.P. Coelho: "A campanha vai ser extremamente dura"

Duas notas do discurso de P P Coelho no Comnselho Nacional que antecipam a campanha eleitoral e algum do discurso que vai fazer:

- O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, considerou que a próxima campanha eleitoral "vai ser extremamente dura", disse à Lusa fonte social democrata.

- Passos Coelho defendeu que o Governo do PS está sem uma mensagem de confiança e que se vai apresentar às próximas eleições tendo como programa o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) chumbado pelo Parlamento.

 

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Manuel Maria Carrilho faz antevisão da campanha

O antigo ministro da Cultura diz que o "PS vai apostar tudo na vitimização". Já o PSD vai jogar na linha da responsabilidade e apostar numa equipa de Governo forte.

"Eu penso que o PS vai apostar tudo na vitimização. Até aqui, os mercados eram os culpados de tudo e nós só precisávamos de confiança, agora é o PSD que é culpado de tudo e já não há nada a fazer. É um modo de fazer política que me faz alguma confusão", disse o ex-ministro de António Guterres à TVI24.

Já o PSD deve jogar em dois eixos: Apresentar um projecto, onde o PS falhou, e apostar numa equipa forte. fonte:DE

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Terça-feira, 29 de Março de 2011

Onde está o spin doctor de PP Coelho?

Sócrates culpou o PSD de ter piorado a situação do país ao chumbar o PEC.
A declaração foi feita às 19h (não é habitual, o líder do PS e PM aposta nos directos para os telejornais).

Pedro Passos Coelho tinha a resposta marcada para as 20h. Uma oportunidade para entrar em directo nas casas dos portugueses, sem qualquer intermediação.

O líder do PSD começou a declaração pouco antes da SIC ir para intervalo.

Primeira mensagem de Pedro Passos Coelho: "O PSD vai, a partir desta noite, iniciar todo o seu processo de construção de uma alternativa política em Portugal. A Comissão Política decidiu submeter ao Conselho Nacional uma proposta que visa a elaboração do programa eleitoral e que tem como missão abrir, na oportunidade da crise que está criada em Portugal, uma janela de esperança e de confiança ao país".
As televisões fecharam os directos e ficámos a saber que o PSD ia iniciar a produção de um programa eleitoral!

Após o intervalo a SIC vai à sede do PSD. Nesta parte, pergunta/resposta, o líder do PSD estava mais incisivo. No entanto ao tentar responsabilizar o actual governo pela crise, Pedro Passos Coelho disse que Sócrates está no Governo há seis anos, e em funções governativas há 16 e "eu nunca estive no governo". Não há melhor forma de declarar a sua inexperiência governativa. Metade da frase chegava para os seus intentos.

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Segunda-feira, 28 de Março de 2011

PSD: uma semana para esquecer

A primeira semana da pré-campanha do PSD foi para esquecer.

Um mau arranque, propostas avulsas e desarticuladas, várias pessoas a falar e cada uma com opinião diferente....

Tudo menos um partido que se quer afirmar como alternativa.

A semana encerrou com menos ruído e a saborear algumas sondagens. No entanto, revelaram uma grande dose de amadorismo.

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Quarta-feira, 23 de Março de 2011

O guião

O debate no Parlamento foi já a pensar na campanha.

O que se passou revela que vamos ter uma campanha tensa e com muitas encenações.

A postura dos partidos:

- CDS: vai tentar colar o PSD ao PS, e Portas procura afirmar-se com uma  estadista

- PSD: focado no desgaste do PS e do Governo: esgotamento, falata de credibilidade e fracasso na gestão da crise. Os outros partidos não fazem parte da mensagem (poderá precisar do CDS)

- PS: dramatização, focado no PSD como autor da crise e vai retomar a defesa do Estado Social

- PCP: colagem do PS ao PSD, afirmação de uma outra política em Portugal e na Europa

- BE: colagem do PS ao PSD, populismo no ataque às grandes empresas, ao capital. negação das políticas decrrentes da União Monetária e Financeira.

publicado por rgomes às 20:18
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Terça-feira, 22 de Março de 2011

Centro

À direita, o CDS cola o PSD ao PS.

À esquerda PCP e BE, colam o PS ao PSD.

No centro, PS e PSD vão ter difucldades em se diferenciarem.
São partidos de eleitores, ideologicamente sobrepostos, com passado comum na defesa dos grandes passos políticos e assinaram conjuntamente os últimos PECs.
A diferenciação vai ser feita no perfil das lideranças, em questões pessoais:

Experiente/Inexperiente

Arrogante/Simpatico

Autoritário/Dialogante

Desonesto/Honesto

Podem-se juntar outros atributos pessoais, como credibilidade, percepção da realidade, liderança...

Habitualmente, os três atributos mais valorizados são: competência, honestidade e credibilidade.

 

No presente, há ainda um outro factor relevante. Os atributos de Sócrates são conhecidos. Pela positiva ou negativa. O mesmo não se pode dizer de P P Coelho que tem uma imagem por construir, muita gente não tem uma percepção clara sobre o líder do PSD.
Neste caso, um dos processos recorrentes é se o próprio não se empenha em definir e afirmar a sua imagem, essa tarefa será desempenhada pelo adversário. E não será positiva.

publicado por rgomes às 10:51
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Domingo, 20 de Março de 2011

Porquê: a sucessão de "equivocos"

A campanha vai ter uma história por explicar. O que não podem dizer e que se transforma em "equivocos".

A evolução:

- Sócrates foi ter com Merkl prometer novas medidas, Talvez para a cimeira de 24 de Março.

- A venda da dívida, no inicio de Março não correu bem. Teve de ser a banca portuguesa a socorrer o Estado e comprar quase 70%.

- Para evitar o perigo de fracassar, quando da emissão de nova divida, Sócrates antecipa as medidas. Quer ganhar tempo e confiança. Sócrates ignora o PSD. Até alguns ministros desconheciam. Souberam pelos jornais.

- Antes da cimeira o PSD está convencido que não vai haver acordo. Daí as palavras de Miguel Relvas que remete um comentário oficial do PSD para depois do encontro. O PSD ignora o que Sócrates negociou.

- A proposta do Governo é bem-recebida em Bruxelas e causa espanto em Portugal. O PSD percebe que não é através do FMI que Sócrates pode cair e que "deu o flanco" no relacionamento institucinal em Portugal. Por outro lado, se não arrepiar caminho, fica eternamente como a "muleta" do Governo, o partido à rasca, precário de Sócrates. Avança com o Não ao PEC IV. Agora ou nunca.

- Socrates percebe que vai haver eleições e que não pode concorrer com a promessa de congelar as pensões e reformas. O Governo faz marcha-atrás e A. Costa abre o caminho: o PEC IV não existe, ou seja, o congelamento das reformas. O ministro das Finanças enganou-se. O PM assina por baixo.

- Para o confirmar, reune-se o Conselho de Ministros extraordinário.

 

Quem tem a culpa das eleições? Uma sondagem publicada no Expresso no dia 4 de Março (uma semana antes) revelava que o eleitorado penalizaria quem provocasse eleições antecipadas. A expectativa era de que a moção de censura do BE fosse chumabada e "Além disso, a maioria dos inquiridos entende que o PSD não só deve chumbar a moção de censura, como deve ainda evitar provocar eleições antecipadas."

A quem for assacada a responsabilidade pode sair penalizado. É a este jogo que temos assistido.

publicado por rgomes às 22:41
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Sábado, 19 de Março de 2011

Campanha de "sujos, porcos e maus"

Antecipa-se uma campanha negativa. Com acusações de caracter, idoneidade e de grande dramatização.

Já começaram os sinais:

Acusações mútuas entre PSD e PS sobem de tom


PEC: PSD acusa Governo de mentir sobre compromisso europeu e promete assumir as suas responsabilidades

publicado por rgomes às 14:09
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Já começou

O CDS deu hoje o arranque para a campanha eleitoral.

O congresso junta dois em um. Um comicio e o programa eleitoral.
Pelas palavras de P Portas depreende-se um posicionamento interessante: O PS já deu. Em relação ao PSD, está à espera de um pedido de namoro e colocou as condições para negociar o dote.

 

publicado por rgomes às 13:56
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