Sábado, 21 de Maio de 2011

Debate Socrates-Passos Coelho foi o mais visto

O debate televisivo entre José Sócrates e Pedro Passos Coelho, foi o mais visto dos 10 que opuseram líderes dos partidos com assento parlamentar e passou para o segundo lugar do TOP dos debates mais vistos destes 1995. Santa Lopes/José Sócrates continua a ser o líder de audiência

Segundo o sítio da Internet da Marktest Mediamonitor, o 'duelo' de sexta-feira na RTP1 atingiu 44,2 por cento de 'share' (percentagem de telespetadores de entre as pessoas que na altura viam televisão), acima do milhão e meio de pessoas: 1,584,500.

O anterior confronto político sobre as legislativas de 05 de junho que tinha obtido maior audiência tinha sido o debate entre Sócrates e o presidente do CDS-PP, Paulo Portas, com 38,3 por cento de 'share' e um total de 1.483.298 telespetadores, em 09 de maio.

publicado por rgomes às 21:58
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Debate P P Coelho - J. Sócrates

A sondagem da Uni. Católica deu a indicação que Pedro Passos Coelho esteve melhor no debate. Uma diferença de 13% em relação a Sócrates. No entanto, para mais de 50% o debate não foi conclusivo. De assinalar ainda que em termos de propostas - designadmente de economia - a sondagem revelou que Pedro Passsos Coelho levou vantagem em todas as áreas.

Muitas vezes, mais importante do que o que se passa na hora de debate, é a vaga de comentários e notícias. Nas primeias reacções, em oito comentadores televisivos, apenas dois consideram que Sócrates tirou vantagem do debate. No dia seguinte, alguns órgãos de comunicação social relataram que o debate não iria ter influência na mudança de voto,

Síntese do debate entre Sócratese Passos Coelho.

 - Uma observação: num jogo de futebol, ganha a equipa que marcou mais golos. Num debate ganha a equipa que convenceu mais adeptos que foram ver o jogo.

publicado por rgomes às 00:39
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Terça-feira, 17 de Maio de 2011

PSD - eixo de campanha

O eixo de campanha é o que liga as várias narrativas. Como uma obra constituída por vários capítulos através dos quais se alimenta o enredo.
Michel Bongrand estabeleceu quatro eixos: Eixo ideológico: visa realçar uma diferença que à partida já é conhecida (esquerda/direita). Eixo político: projecta o futuro. O ponto de partida é o ambiente que se vive no eleitorado (continuidade, mudança, renovação, união). Eixo pessoal: personalização. A sua utilização é frequente quando não há fortes traços distintivos entre os partidos concorrentes, e Eixo temático: é circunstancial. Resulta dos estudos de opinião que indicam as principais preocupações do eleitorado e avalia o desempenho de quem exerce o poder.


O eixo de campanha do PS assenta nesta mensagem: Cuidado, é um risco colocar o PSD no Governo. Já provocou a crise que levou o país a pedir ajuda externa e agora quer ganhar com um líder impreparado e com um programa que coloca em causa o "welfare state".
A campanha não está assente em propostas, numa visão de futuro (nem programática nem de metas). Antes havia um inimigo externo (as empresas de notação financeira, o capitalismo selvagem, a indecisão da Europa, ...o FMI), agora, só há um perigo: o PSD. Tenham cuidado, não arrisquem na mudança que o tempo não está para experiências. O líder do PS repete este discurso todos os dias e já lhe chamam a "cassete de Sócrates". Por vezes cita uma medida do PSD, outras vezes pega numa declaração de um dirigente social-democrata... mas a mensagem é sempre a mesma. Neste aspecto, é uma campanha ofensiva (quando tudo levava a pensar que seria uma campanha defensiva) e com o adversário bem definido: o PSD.

 

Paulo Portas também ajudou a criar a imagem de incerteza do líder do PSD. Através da máxima: "o PS é imcompetente e o PSD não é convicente" tenta capitalizar o descontentamente em relação a José Sócrates e diminuir o impacto do "challenger" que seria Pedro Passos Coelho. O seu propósito é mostrar que, afinal, ele sim é a alternativa. Assumiu a postura de estadista e como é o único que já tem lugar assegurado no Governo (com PS ou PSD) tem uma atitude ofensiva mas comedida. Quanto à mensagem principal, aproveita todas as oportunidades para mostrar que o PSD também é coresponsável da actual crise e que não tem uma estratégia clara.

 

PCP e BE têm um eixo de campanha muito próximos (eixo ideológico): os restantes partidos têm uma política semelhante, subscreveram o acordo com o FMI (que Sócrates ajudou a diabolizar) e há uma alternativa de esquerda. O futuro vai ser muito mau para os trabalhadores e mais pobres e a continuar um desses partidos no Governo não haverá mudança.

 

Por último, o PSD. Após o despoletar da crise política afirmava que era necessária uma clarificação. Depois passou para um discurso social - não congelar as pensões mais baixas e prometeu apresentar um Programa Social -, entretanto escreveu artigos na imprensa internacional a dizer que o PEC IV ficava aquém do necessário e de seguida elogiou o acordo com a "troika" porque "vai mais longe". Após a apresentação do programa eleitoral a bandeira foi a diminuição da Taxa Social Única e quando já estava em empate técnico nas sondagens passou para uma postura ofensiva. O actual Governo e o seu líder não eram de confiança. No vocabulário do PSD surgiam palavras como omitir, enganar, mentir....
Ontem, o PSD passou a atacar o Programa Novas Oportunidades, (um ataque ao orgulho de milhares de pessoas que conseguiram atingir um melhor patamar nas suas qualificações).
Esta é uma narrativa sem mensagem. Não há eixo de campanha. É o social, é a economia, é o futuro com propostas e medidas concretas, é o desgaste do adversário....? para um líder que deixou que lhe fosse criada a imagem de alguém incerto, ingénuo, "não convicente", esta estratégia, de certa forma, confirma o rótulo que lhe estão a criar. A continuar assim não é o "challenger, desbarata a expectativa criada, não tira proveito do desgaste do adversário e nem aproveita as novas oportunidades. Deriva, apenas.
Duas dúvidas: o PSD contratou especialistas brasileiros de marketing político para esta campanha. Qual a influência que estão a ter na direcção de campanha? Serão eles os autores desta estratégia?

Segunda questão: o desemprego é uma das maiores preocupações dos portugueses manifestada nas sondagens. O que tem dito o PSD sobre este tema?

publicado por rgomes às 23:03
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2011

Debate Socrates-Jerónimo

Resumo das principais declarações.

Veja aqui o debate entre José Socrates e Jerónimo de Sousa

Este debate teve uma audiência média de 920.620 pessoas com um share de 28%.

Foi dos debates que registou menor audiência. Não faz parte do TOP de debates com maior audiência.

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Quarta-feira, 11 de Maio de 2011

Louçã ganhou. E nos votos? talvez o PSD

Num mero jogo de confronto directo, Louçã foi melhor. Conduziu o debate através de um dado para o qual José Sócrates teve dificuldade em responder. Francisco Louçã insistia e José Sócrates ia a reboque. Por vezes tentava mudar de tema mas o líder do BE conseguia retomar a discussão no seu ponto de preferência - a alegada carta do Governo ao FMI.

José Sócrates falou à "esquerda" com a enumeração de políticas sociais e tentou colar a imagem de "radical" ao BE com a renegociação da divida e, por outro lado, de servir de "muleta" à direita ao votar contra o PEC IV.

Se do ponto de vista do confronto directo Louçã levou a melhor, coloca-se a questão mais relevante que é: mas afinal quem ganhou em votos? Acho que foi o PSD. Porque:

- Nas últimas 48 horas o PS andou a rebater a proposta do PSD de baixar a Taixa Social Única. Segundo a carta mostrada por Louçã, afinal, o governo do PS também defende o mesmo.

- Os valores citados por Louçã e o conteúdo da carta revelaram que se trata de uma decisão tomada mas não anunciada

- Ou seja, "José Sócrates anda a esconder" o que negociou com a troika. O que vai ao encontro da mensagem que o sociais-democratas andam a tentar transmitir. O PSD iniciou um discurso ofensivo contra o líder do PS insinuando que José Sócrates não é de "confiança". Esconde, engana, mentir, omite são alguns dos vocábulos utilizados. Louçã, neste debate, foi assertivo nesta tese.

 

Este debate teve uma audiência média de 1.140 mil espectadores e o share foi de 30.2%

Vídeo do debate aqui

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Segunda-feira, 9 de Maio de 2011

Portas-Sócrates: debate sem vencedor

A culpa é do “candidato Sócrates” pelo que fez nos últimos seis anos – Paulo Portas

A culpa é de Paulo Portas que lançou o país na crise ao chumbar o PEC IV e agora subscreveu um documento que é igual ao que foi rejeitado – José Sócrates

Esta foi a principal argumentação de cada um dos líderes.


Sublinhe-se que Portas tentou manter uma postura de “estadista”mas teve momentos onde ficou nervoso e acusou Sócrates de "mentir".
Por sua vez, Sócrates tentou desmontar a critica de que não estava disponível para governar com o FMI com argumento pouco convicente.

Saliente-se ainda que Paulo Portas foi pouco incisivo, muito palavroso, não recorreu aos seus famosos sounbites (a excepção tavez tenha sido a imagem de que "Sócrates vive na estratosfera") e, com uma moderação rígida, não lhe foi dada oportunidade para fazer os seus habituais “números” em debates.

José Sócrates mostrou que tem uma “cassete”, não contradita por Paulo Portas. Em certos momentos até os comentários mais demolidores pertenceram à moderadora. Sócrates até fez o número da capa vazia que devia ter o programa eleitoral do CDS e aproveitou o minuto final para atacar o PSD.


Os media, minutos depois do debate, referem que foi uma discussão dura e em título apontam para a rejeição de Paulo Portas em fazer uma coligação com o PS.

Vídeo do debate aqui

 

Este debate foi visto por uma audiência média de 1.483.298 espectadores. O share foi de 38.3%. O valor máximo foi de 1,9 milhões de indivíduos de audiência instantânea.
Passou para o segundo lugar do TOP de programas políticos mais vistos em TV, desde 1995
Curiosamente o valor não difere muito do último debate entre os dois, em Setembro de 2009 que teve uma audiência média de  1.439.900 espectadores.

Neste ciclo das Legislativas de 2011, o debate anterior, entre Jerónimo de Sousa e Paulo Portas teve uma média de 910.800 espectadores e share de 26.1%.

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Terça-feira, 3 de Maio de 2011

Insólito

Nunca assisti a uma comunicação sobre o que não existe.
Comparável, só a "revolução dos pregos" de Angelo Correia.

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Quarta-feira, 27 de Abril de 2011

Entrevista de Sócrates bate a de Passos por 153 mil espectadores

A entrevista a José Sócrates na TVI foi vista por 1,1 milhões de espectadores, batendo os 981 mil espectadores da entrevista de 11 de Abril ao líder do PSD. - O valor máximo de audiência média desta entrevista registou-se às 21:24, momento em que estavam presentes 1,4 milhões de indivíduos.

     

11 de Abril 2011 PEDRO PASSOS COELHO (PSD)   audiência: 981.860  share: 34.4%
19 de Abril 2011 PAULO PORTAS (PP)                                   953.550            30.6%
21 de Abril 2011 FRANCISCO LOUÇÃ (BE)                             973.230            33.0%
22 de Abril 2011 JERÓNIMO DE SOUSA (PCP)                        856.030            30.7%
26 de Abril 2011 JOSÉ SÓCRATES (PS)                                1135.040            40.5%
 


Aud. Média entrevistas                                                        979.942               33.8

fonte: Marktest

 

Por comparação veja-se os resultados da audiência de algumas das entrevistas políticas em televisão nos últimos anos:

Nos últimos anos, a entrevista que conseguiu obter um valor mais elevado de audiência média foi na pré-campanha para as presidenciais. Na TVI, Cavaco Silva conseguiu, em Novembro de 2005 uma audiência média de 17.8% (ultrapassando em certos momentos os dois milhões de espectadores). No mesmo grupo de entrevistas, Manuel Alegre obteve 13.8% e Jerónimo de Sousa 12.8%. Na lista das entrevistas que conseguiram mais audiência, vem depois  «Grande Entrevista a António Guterres» em 04/05/2003. Teve 12%. Segue-se a «Grande Entrevista a Cavaco Silva», em 06/03/2003 com 10.9% de audiência média. Ainda no formato de entrevista, Durão Barroso teve 8.5% em 16/07/03  e Ferro Rodrigues teve 8.1% em 11/11/03.
A entrevista a Cavaco Silva na TVI está no terceiro lugar do ‘Top’ de programas políticos.

publicado por rgomes às 18:58
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"Este primeiro-ministro é como o Tony Carreira"

Inverteram-se os papéis.
Para quem viu a entrevista de José Sócrates na TVI, passamos a ter o líder do PS como vítima das circunstâncias, de uma oposição hostil e uma pessoa magnânime que perdoa tudo o que de mal lhe fizeram.
Ao contrário, o líder do PSD é um tirano, um obcecado pelo poder e nem entende que, na actual conjuntura, é necessário um entendimento entre as várias forças políticas.

A entrevista, neste domínio, foi de tal forma marcante e a performamnce exemplar que Santana Lopes até considera  que "Este primeiro-ministro é em certos aspectos como o Tony Carreira. Ele a cantar os seus êxitos é insuperável”.

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Terça-feira, 12 de Abril de 2011

gato escaldado

Pedro Passos Coelho teve uma reunião com José Sócrates que foi depois tornada pública por Silva Pereira.

O líder do PSD queixou-se que a reunião foi combinada ser mantida em segredo. Referiu ainda que o acordo não tinha decorrido nos moldes em que foi revelado pelo ministro dda Presidência. Fez uma promessa: nunca mais reunia a sós com José Sócrates.

Quando da apresentação do PEC, Pedro Passos Coelho e Miguel Relvas disseram que o líder do PSD teve conhecimento das medidas através de um telefonema do primeiro-ministro.

Soube-se agora que, afinal, foi num encontro pessoal.

Conclusão: Pedro Passos Coelho faltou à verdade e quebrou uma promessa. O que não lhe fica bem.

É uma história estranha mais ainda quando o líder do PSD já manifestou desconfiança em relação a José Sócrates. Não há candura nem ingenuidade quepossa explicar como "voltou a cair na ratoeira".

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Sábado, 9 de Abril de 2011

Super produção

Já vamos no segundo dia com todas as televisões de notícias a acompanhar de forma permanente o Congresso do PS. As TVs generalistas dão também largo destaque nos principais blocos informativos.

A organização tem sido 100% eficaz na gestão da mensagem. Falam os notáveis - mesmo os que retornaram à casa socialista - em horas chave, com um alinhamento certinho que vai alimentando a comunicação social ao longo do dia.

Até as lágrimas, nos olhos de Sócrates. A emotividade que faltava ao líder determinado.

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Sexta-feira, 8 de Abril de 2011

O Senhor do Calvário

 A imagem concebida para este congresso aposta num tom roxo escuro.

 Faz parte do logo, está no placard de fundo e até na gravata de José Sócrates, no dia de abertura.

 Não me parece uma escolha feliz.

 Pode ser muito subjectivo mas não foi apenas minha essa percepção. 
 Nem é por estarmos na Páscoa mas  a cor, ainda mais neste tom, está conotada com a "ida para o calvário".

publicado por rgomes às 22:58
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A campanha PS

Na abertura do congresso do PS José Sócrates deu hoje o mote do que vai ser a campanha socialista:

- responsabilizar PSD pelo pedido de ajuda

- PSD é incerto, é arriscado mudar

- O PSD tem um líder que não sabe o que quer

- O PSD é neo-liberal e o PS defende o Estado Social

- PCP e Bloco fizeram um favor à direita e são responsáveis pela vinda do FMI.
Há vários anos que não via um primeiro-ministro a centrar o seu discurso no ataque ao lider da oposição, como se fosse ele o "challenger".
Habitualmente é ao contrário, até do ponto de vista do estatuto, o líder da oposição a tentar colocar-se ao mesmo nível do chefe de governo.

Sócrates corre atrás do prejuízo, da desvantagem nas sondagens. Vai aproveitar todas as oportunidades para atacar Pedro Passos Coelho e lançar-lhe directamente reptos. A ver se ele cai, se dá troco e tropeça.

publicado por rgomes às 22:04
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Quinta-feira, 7 de Abril de 2011

Profissionalismo

José Sócrates não brinca. É um profissional. Mesmo em momentos de grande tensão não descura a sua presença nos media.

Só houve um problema, em circunstância alguma devia estar ligado o acesso video e audio ao exterior.

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Quarta-feira, 6 de Abril de 2011

Spin doctor LPM

 

Luis Paixão Martins esteve hoje no RES PUBLICA, da Associação 25 de Abril, em Lisboa, numa iniciativa da Ânimo, a abordar o tema de comunicação política.

Em pré-campanha eleitoral as intervenções centraram-se na disputa partidária que vai ter lugar nos próximos meses.

Síntese das ideias transmitidas por LPM:

- nesta campanha não há espaço para marketing, é rejeitado devido à crise económica;

- os eleitores devem decidir em quem votam nas próximas semanas e depois não têm disponibilidade para a fase da campanha eleitoral;

- quando o PSD apresentar o seu programa eleitoral os eleitores já decidiram;

- esta atitude do PSD é propositada porque sofrerá desgaste quando anunciar as suas propostas:

- o PSD poderá vencer a não ser que PP Coelho cometa asneiras e que sejam exploradas pelos media;

- o PS tem José Sócrates a fazer combate ao PSD mas já perdeu o eleitorado flutuante, que oscila entre PS e PSD. Já o tinha perdido nas legislativas anteriores;

- O PS vai fazer combate à esquerda, atrair o eleitorado de Alegre e do Bloco;

- os três partidos laterais vão contar a mesma história: votar PS ou PSD fica tudo na mesma, no bloco central  

publicado por rgomes às 21:40
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Terça-feira, 5 de Abril de 2011

Equivocos

No dia 11 de Março, horas antes da Cimeira, Teixeira dos Santos anunciou o PEC IV e revelou o congelamento das pensões.

Ao final do dia o PSD disse que não aceitava o PEC e iniciou-se a actual crise poítica. Seguiu-se José Sócrates a dizer que se o PEC fosse chumbado renunciava ao cargo de Primeiro-ministro.

Com a crise instalada e as eleições à vista, António Costa disse que Teixeira dos Santos criou um grande equívoco quando apresentou o PEC IV. Na manhã seguinte, foi a vez de José Sócrates negar o congelamento das pensões confirmando que houve um erro de comunicação.

Curiosamente, agora, na entrevista à RTP, foi esse o termo que utilizou: congelamento das pensões.

 

Estes "equivocos" podem sair caro. Em situações muito sensiveis deve haver todo o cuidado. Mais ainda quando a oposição tenta acentuar a imagem de que o PM não fala verdade.

publicado por rgomes às 19:18
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Sócrates e Cavaco

Os resquícios da campanha eleitoral para as presidenciais acentuaram o mau estar entre os dois. Não apenas do ponto de vista político mas também pessoal.
Nesta pré campanha o PS tem andado com um discurso oscilante em relação ao PR. Uns criticaram asperamente Cavaco, outros dizem que o adversário político dos socialistas não é o PR.

Na entrevista à RTP, José Sócrates mostrou claramente que Cavaco Silva não fica de fora dos ataques que desencadeia. Porquê?

- há quem interprete esta investida permanente como uma forma de o PS capitalizar o voto de quem não se identifica com Cavaco Silva

- um outro ponto de vista é o PS apostar na criação de uma frente de combate contra a “direita”. A perspectiva de que há um complot e que a situação presente é já resultado desse complot.

- Ao colocar Cavaco Silva como adversário político, Pedro Passos Coelho é menosprezado. Fica no palco como figura secundária.

Vamos agora aos pontos fracos desta estratégia:

- está a ser unânime a criação de um governo forte e estável. Um PM que hostiliza um PR não dá garantias de estabilidade.

- outra ideia que se generalizou é a necessidade de diálogo e entendimento entre os vários partidos. Com este discurso crispado e com uma imagem já muito carregada de autoritarismo, é difícil antecipar José Sócrates a participar nesse diálogo. Ou seja, Sócrates pode estar a dar razão a alguns partidos da oposição que afirma que o problema é ele, Sócrates.

publicado por rgomes às 12:37
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Quinta-feira, 31 de Março de 2011

5 de Junho

A data das eleições.

Cavaco Silva fez o anúncio, após Conselho de Estado.

Da intervenção de Cavaco Silva três notas:

- na narrativa dos políticos havia a citação de duas crises: politica e económica/financeira. Cavaco juntou a crise social.

- O PR solidário com o Governo sobre a eventual necessidade de se pedir ajuda externa. A frase foi proferida depois do ministro da Presidência ter afirmado que "Governo de gestão não pode avançar com pedido de ajuda externa" - Público 

- "as eleições devem permitir alcançar um compromisso estratégico de médio prazo e que resulte num alargado consenso político e social”. Dificilmente Cavaco Silva dará posse a um governo minoritário (o que poderá excluir à partida um executivo liderado por José Sócrates já que os partidos da oposição dizem que se recusam a coligar com o actual lider do PS).

 

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Quarta-feira, 30 de Março de 2011

Confia num desconhecido?

Já se torna perceptível que um dos eixos de ataque do PS ao líder do PSD é a sua inexperiência.

Com base na percepção de que o eleitorado ainda não tem uma ideia muito definida de PP Coelho, o PS está a explorar esta situação e tenta marcar uma imagem negativa do líder do PSD. Inexperiente (sem experiência governativa), falta de preparação, imaturo e irresponsável (ao ter chumbado o PEC).

Veja-se o lead da notícia do Público: O PSD “não pensou” quando abriu esta crise política e não está preparado para governar Portugal num momento crítico tão exigente, acusou Fernando Medina.

A falta de articulação do disurso do PSD na semana anterior e a ausência de um programa eleitoral ajudou a criar esta imagem.

Um filão que o PS vai explorar e que não vai ser fácil ao PSD de contrariar. De certa forma, a resposta vai noutro sentido: "Sócrates já o conhecemos e não o queremos mais, nem falar com ele. Nem agora, em depois das eleições. Ele é a causa do problema".

Ou seja, o que prefere: D. Quixote ou o Exterminador?

publicado por rgomes às 21:20
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Terça-feira, 29 de Março de 2011

Crise política na TV

A entrevista que José Sócrates concedeu à SIC no dia 15 encerra a tabela dos cinco mais vistos na semana, com 13.7% de audiência média e 30.6% de share de audiência. Marktest - audiencia tv na semana 14 e 20 de Março.

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Onde está o spin doctor de PP Coelho?

Sócrates culpou o PSD de ter piorado a situação do país ao chumbar o PEC.
A declaração foi feita às 19h (não é habitual, o líder do PS e PM aposta nos directos para os telejornais).

Pedro Passos Coelho tinha a resposta marcada para as 20h. Uma oportunidade para entrar em directo nas casas dos portugueses, sem qualquer intermediação.

O líder do PSD começou a declaração pouco antes da SIC ir para intervalo.

Primeira mensagem de Pedro Passos Coelho: "O PSD vai, a partir desta noite, iniciar todo o seu processo de construção de uma alternativa política em Portugal. A Comissão Política decidiu submeter ao Conselho Nacional uma proposta que visa a elaboração do programa eleitoral e que tem como missão abrir, na oportunidade da crise que está criada em Portugal, uma janela de esperança e de confiança ao país".
As televisões fecharam os directos e ficámos a saber que o PSD ia iniciar a produção de um programa eleitoral!

Após o intervalo a SIC vai à sede do PSD. Nesta parte, pergunta/resposta, o líder do PSD estava mais incisivo. No entanto ao tentar responsabilizar o actual governo pela crise, Pedro Passos Coelho disse que Sócrates está no Governo há seis anos, e em funções governativas há 16 e "eu nunca estive no governo". Não há melhor forma de declarar a sua inexperiência governativa. Metade da frase chegava para os seus intentos.

publicado por rgomes às 21:51
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Terça-feira, 22 de Março de 2011

A campanha do PSD

P. P. Coelho já fala abertamente de eleições e da forma como pretende desenvolver a campanha.

É cedo para um líder político pronunciar a palavra eleições. Pode ser precipitado, o que não é é útil para um candidato a primeiro-ministro. Embora,  pareça não existir alternativa, apesar dos últimos apelos socialistas a Cavaco Silva.

P P Coelho diz que não quer uma campanha negativa. Ele e Sócrates que se cuidem. Os lelos dos dois partidos não vão fazer outra coisa.

publicado por rgomes às 08:51
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Domingo, 20 de Março de 2011

Porquê: a sucessão de "equivocos"

A campanha vai ter uma história por explicar. O que não podem dizer e que se transforma em "equivocos".

A evolução:

- Sócrates foi ter com Merkl prometer novas medidas, Talvez para a cimeira de 24 de Março.

- A venda da dívida, no inicio de Março não correu bem. Teve de ser a banca portuguesa a socorrer o Estado e comprar quase 70%.

- Para evitar o perigo de fracassar, quando da emissão de nova divida, Sócrates antecipa as medidas. Quer ganhar tempo e confiança. Sócrates ignora o PSD. Até alguns ministros desconheciam. Souberam pelos jornais.

- Antes da cimeira o PSD está convencido que não vai haver acordo. Daí as palavras de Miguel Relvas que remete um comentário oficial do PSD para depois do encontro. O PSD ignora o que Sócrates negociou.

- A proposta do Governo é bem-recebida em Bruxelas e causa espanto em Portugal. O PSD percebe que não é através do FMI que Sócrates pode cair e que "deu o flanco" no relacionamento institucinal em Portugal. Por outro lado, se não arrepiar caminho, fica eternamente como a "muleta" do Governo, o partido à rasca, precário de Sócrates. Avança com o Não ao PEC IV. Agora ou nunca.

- Socrates percebe que vai haver eleições e que não pode concorrer com a promessa de congelar as pensões e reformas. O Governo faz marcha-atrás e A. Costa abre o caminho: o PEC IV não existe, ou seja, o congelamento das reformas. O ministro das Finanças enganou-se. O PM assina por baixo.

- Para o confirmar, reune-se o Conselho de Ministros extraordinário.

 

Quem tem a culpa das eleições? Uma sondagem publicada no Expresso no dia 4 de Março (uma semana antes) revelava que o eleitorado penalizaria quem provocasse eleições antecipadas. A expectativa era de que a moção de censura do BE fosse chumabada e "Além disso, a maioria dos inquiridos entende que o PSD não só deve chumbar a moção de censura, como deve ainda evitar provocar eleições antecipadas."

A quem for assacada a responsabilidade pode sair penalizado. É a este jogo que temos assistido.

publicado por rgomes às 22:41
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