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Legislativas 2011

Legislativas 2011

30
Mai11

Onde estão os indecisos

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Quem (em particular PS ou PSD) convencer a larga fatia de indecisos ganha as eleições.

É vital conhecer os motivos porque a poucos dias do acto eleitoral (considerado no discurso partidário como de extrema relevância) os indecisos não quebram.

Alguns estudos terão sido realizados nos últimos dias e, pelo que me foi dito, a maior parte está indecisa entre PS e PSD.

Perante estes estudos não é de estranhar o discurso de PS e PSD nas últimas horas.

O PSD começou o fim de semana a fazer o apelo à maioria absoluta e ao voto útil, mas mudou. Agora dirige a sua mensagem para o eleitorado socialista e retomou a mensagem da defesa do Estado Social. Está a jogar ao centro.

Por sua vez, José Sócrates reagiu de imediato e esta noite foi António Vitorino que fez um "apelo ao voto dos sociais-democratas".

23
Mai11

A onda

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Especialistas em sondagens e campanhas eleitorais dizem-me o seguinte:

- é previsivel uma onda laranja

- o jogo está feito, é muito dificil alterar as tendências

- o PS enganou-se na data das eleições. Planeou tudo para a data do arranque da campanha. Há vários dias que deixou o PSD marcar a agenda, não tem discurso novo, nem um plano B.

 

A cronologia (que segundo estes especialistas é a necrologia) do PS:

- debate com Pedro Passos Coelho com expectativas muito altas

- comentadores televisivos dão de imediato vitória ao líder do PSD

- sondagem Uni. Católica dá vitória a Pedro Passos Coelho

- PS leva emigrantes para comicios. Capa no Correio da Manhã e reportagem nos telejornais e quase toda a imprensa nacional

- PSD marca agenda com desafio a Portas

- PSD marca agenda com as alegadas nomeações clandestinas.

23
Mai11

Desapareceram os imigrantes

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As dezenas de imigrantes paquistaneses e indianos que têm agitado bandeiras, dado apertos de mão ao secretário-geral do Partido Socialista nos últimos dias e enchido salas de comício não compareceram ontem na campanha do PS em Campo Maior. (...)

Publicitado o caso, desapareceram, primeiro, alguns turbantes - substituídos por chapéus de campanha do PS. Depois, sumiram-se os imigrantes, muitos que mal articulavam uma palavra em português e que não podiam votar nas eleições legislativas de 5 de Junho por não terem nacionalidade portuguesa. A duvida fica: se foram transportados de Lisboa para o Alentejo no autocarro socialista como é que regressaram a casa? Fonte: I

17
Mai11

PSD - eixo de campanha

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O eixo de campanha é o que liga as várias narrativas. Como uma obra constituída por vários capítulos através dos quais se alimenta o enredo.
Michel Bongrand estabeleceu quatro eixos: Eixo ideológico: visa realçar uma diferença que à partida já é conhecida (esquerda/direita). Eixo político: projecta o futuro. O ponto de partida é o ambiente que se vive no eleitorado (continuidade, mudança, renovação, união). Eixo pessoal: personalização. A sua utilização é frequente quando não há fortes traços distintivos entre os partidos concorrentes, e Eixo temático: é circunstancial. Resulta dos estudos de opinião que indicam as principais preocupações do eleitorado e avalia o desempenho de quem exerce o poder.


O eixo de campanha do PS assenta nesta mensagem: Cuidado, é um risco colocar o PSD no Governo. Já provocou a crise que levou o país a pedir ajuda externa e agora quer ganhar com um líder impreparado e com um programa que coloca em causa o "welfare state".
A campanha não está assente em propostas, numa visão de futuro (nem programática nem de metas). Antes havia um inimigo externo (as empresas de notação financeira, o capitalismo selvagem, a indecisão da Europa, ...o FMI), agora, só há um perigo: o PSD. Tenham cuidado, não arrisquem na mudança que o tempo não está para experiências. O líder do PS repete este discurso todos os dias e já lhe chamam a "cassete de Sócrates". Por vezes cita uma medida do PSD, outras vezes pega numa declaração de um dirigente social-democrata... mas a mensagem é sempre a mesma. Neste aspecto, é uma campanha ofensiva (quando tudo levava a pensar que seria uma campanha defensiva) e com o adversário bem definido: o PSD.

 

Paulo Portas também ajudou a criar a imagem de incerteza do líder do PSD. Através da máxima: "o PS é imcompetente e o PSD não é convicente" tenta capitalizar o descontentamente em relação a José Sócrates e diminuir o impacto do "challenger" que seria Pedro Passos Coelho. O seu propósito é mostrar que, afinal, ele sim é a alternativa. Assumiu a postura de estadista e como é o único que já tem lugar assegurado no Governo (com PS ou PSD) tem uma atitude ofensiva mas comedida. Quanto à mensagem principal, aproveita todas as oportunidades para mostrar que o PSD também é coresponsável da actual crise e que não tem uma estratégia clara.

 

PCP e BE têm um eixo de campanha muito próximos (eixo ideológico): os restantes partidos têm uma política semelhante, subscreveram o acordo com o FMI (que Sócrates ajudou a diabolizar) e há uma alternativa de esquerda. O futuro vai ser muito mau para os trabalhadores e mais pobres e a continuar um desses partidos no Governo não haverá mudança.

 

Por último, o PSD. Após o despoletar da crise política afirmava que era necessária uma clarificação. Depois passou para um discurso social - não congelar as pensões mais baixas e prometeu apresentar um Programa Social -, entretanto escreveu artigos na imprensa internacional a dizer que o PEC IV ficava aquém do necessário e de seguida elogiou o acordo com a "troika" porque "vai mais longe". Após a apresentação do programa eleitoral a bandeira foi a diminuição da Taxa Social Única e quando já estava em empate técnico nas sondagens passou para uma postura ofensiva. O actual Governo e o seu líder não eram de confiança. No vocabulário do PSD surgiam palavras como omitir, enganar, mentir....
Ontem, o PSD passou a atacar o Programa Novas Oportunidades, (um ataque ao orgulho de milhares de pessoas que conseguiram atingir um melhor patamar nas suas qualificações).
Esta é uma narrativa sem mensagem. Não há eixo de campanha. É o social, é a economia, é o futuro com propostas e medidas concretas, é o desgaste do adversário....? para um líder que deixou que lhe fosse criada a imagem de alguém incerto, ingénuo, "não convicente", esta estratégia, de certa forma, confirma o rótulo que lhe estão a criar. A continuar assim não é o "challenger, desbarata a expectativa criada, não tira proveito do desgaste do adversário e nem aproveita as novas oportunidades. Deriva, apenas.
Duas dúvidas: o PSD contratou especialistas brasileiros de marketing político para esta campanha. Qual a influência que estão a ter na direcção de campanha? Serão eles os autores desta estratégia?

Segunda questão: o desemprego é uma das maiores preocupações dos portugueses manifestada nas sondagens. O que tem dito o PSD sobre este tema?

26
Abr11

Construção da mensagem

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O PS quer marcar uma forte diferença em relação ao PSD: as preocupações sociais em contraponto ao neo-liberalismo.

Amanhã vai ser apresentado o documento programático. O DE antecipa hoje em título: "Sócrates apresenta amanhã programa eleitoral que aposta no estado social". Apenas em título. nada do conteúdo da notícia explica as medidas sociais ou justifica o título. Por outras plavras, a imagem -da preocupação social - já está criada. Só um erro grave a pode danificar.

17
Abr11

cabeças lista PSD e PS

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Círculo eleitoral

Partido social-Democrata Partido Socialista
Aveiro
Couto dos Santos Helena André
Beja
Carlos Moedas Luís Pita Ameixa
Braga
Miguel Macedo António José Seguro
Bragança
Francisco José Viegas Mota Andrade
Castelo Branco
Costa Neves José Sócrates
Coimbra
José Manuel Canavarro Ana Jorge
Évora
Pedro Lynce Carlos Zorrinho
Faro
Mendes Bota João Soares
Guarda
Manuel Meirinho Paulo Campos
Leiria
Teresa Morais Basílio Horta
Lisboa
Fernando Nobre Ferro Rodrigues
Portalegre
Cristovão Crespo Pedro Marques
Porto
Aguiar-Branco Francisco Assis
Santarém
Miguel Relvas António Serrano
Setúbal
Maria Luis Albuquerque Vieira da Silva
Viseu
Almeida Henriques José Junqueiro
Viana do Castelo
Carlos Abreu Amorim Fernando Medina
Vila Real
Pedro Passos Coelho Silva Pereira
Europa
Carlos Gonçalves Paulo Pisco
Fora da Europa
José Cesário Carolina Almeida
Açores
Mota Amaral Ricardo Rodrigues
Madeira Alberto João Jardim Jacinto Serrão
14
Abr11

Cobertura nas TVs do Congresso do PS

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O congresso do PS marcou a informação do último fim-de-semana. O aparato televisivo que foi visível durante o evento mostra a importância que a informação política terá até às próximas eleições de Junho. O serviço Telenews registou 64 notícias e 5 horas de emissão sobre a temática. De salientar a cobertura da TVI com 26 notícias e 2 horas de emissão. - Marktest

10
Abr11

Redes Sociais

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 Um dos objectivos dos dirigentes politicos é o "directo". Criam os chamado pseudoacontecimentos    para   cativarem a atençao da comunicação e, se for possível, o "directo" é a cereja em cima do bolo.

 

 Na prática, "o directo" significa chegar junto da audiência sem a mediação dos jornalistas. Não há filtros,  transmitem a mensagem (o soundbite) desejada e habitualmente conseguem ter mais tempo de  exposição. Esta é uma estratégica normal.

 Nos últimos meses surgiu o mesmo procedimento mas sem recorrer às TVs  rádios. É através das redes sociais. Foi assim que Obama anunciou a sua recandidatura. Foi assim que o PSD tentou condicionar o congresso do PS. Cerca de 15 minutos após o megaevento socialista, Pedro Passos Coelho escreveu na sua página no Facebook que Fernando Nobre vai ser o cabeça de lista do PSD em Lisboa. A mensagem espalhou-se de imediato pelos media. O líder do PSD não foi sujeito a perguntas, confrontado com outros temas. O que escreveu foi replicado pelos media. Difundiu a mensagem pretendida, numa altura precisa e com rápida divulgação. Mais, sem custos e 100% eficaz.

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